Saúde

Novo método deteta cancro da mama com micro-ondas

É simples, eficaz e económico. Uma nova técnica, desenvolvida por investigadores canadianos, recorre a micro-ondas para detetar tecidos de tumores, sem expor o paciente à radiação e ao desconforto das outras técnicas.
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É simples, eficaz e económico. Uma nova técnica, desenvolvida por investigadores canadianos, recorre a micro-ondas para detetar tecidos de tumores, sem expor o paciente à radiação e ao desconforto dos outros métodos.

As atuais técnicas de deteção do cancro da mama – como as tomografias e as mamografias – têm várias desvantagens: além do elevado custo são desconfortáveis e expõem os pacientes a altos níveis de radiação. 

Uma equipa liderada por um investigador da Universidade de Calgary, no Canadá, desenvolveu um método mais barato, mais eficaz e seguro recorrendo às famosas micro-ondas (as mesmas que usamos nos nossos aparelhos de cozinha). 

Neil Epstein usaram estas ondas ‘domésticas’ para criar imagens dos órgãos que identificam em alto contraste os tumores malignos. Os investigadores apostaram nas propriedades dielétricas dos tumores malignos, ou seja, na sua reduzida capacidade de conduzir eletricidade. 

Para usar esta técnica, o peito deve ser submerso num líquido onde fica rodeado por um conjunto de 16 antenas. Uma das antenas ilumina o peito com um sinal muito baixo de micro-ondas enquanto as restantes recebem os sinais emitidos pelo alvo atingido pelas micro-ondas. Com base nestes dados, é reproduzida uma imagem 3D da mama que revela tanto o tecido ‘normal’ como os tecidos de tumores.

“No fundo é uma técnica semelhante à tomografia de raio-X onde o alvo recebe a radiação para depois construir uma imagem a partir desses dados”, explica Epstein em comunicado de imprensa

Embora a reconstrução especial dos tecidos analisados não seja tão detalhada como aquela que se obtém com mamografias, Epstein afirma que esta técnica é mais eficaz em distinguir tumores de tecidos saudáveis, algo que por enquanto apenas se pode confirmar através de biopsias. 
 
“Essa é uma das grandes limitações dos atuais testes, algo que a imagiologia através de micro-ondas pode vir a ultrapassar”, conclui o investigador canadiano.

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