Sociedade

Novo ‘cheque’ apoia famílias carenciadas com animais

A Ordem dos Médicos Veterinários vai lançar um 'Cheque Veterinário' para ajudar famílias carenciadas de todo o país a cuidar dos seus animais de estimação. O projeto-piloto arranca já no final deste mês em quatro freguesias de Lisboa.
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A Ordem dos Médicos Veterinários vai lançar um 'Cheque Veterinário' para ajudar famílias carenciadas de todo o país a cuidar dos seus animais de estimação. O projeto-piloto arranca já no final deste mês em quatro freguesias de Lisboa.
 
“A filosofia é semelhante é do cheque dentista”, conta Laurentina Pedroso, Bastonária da Ordem dos Advogados. “A única diferença é que, enquanto o cheque dentista é comparticipado pelo Estado, o cheque veterinário é um cheque de apoio da Ordem, dos Médicos Veterinários e de outras instituições que se juntaram e permitiram a concretização deste projeto”. 
 
Os primeiros acordos vão ser assinados  quinta-feira, dia 27 de Fevereiro, com o programa a arrancar de imediato nas freguesias de Carnide, Benfica, da Misericórdia e de Santo António. “A ideia é limar o processo para estender o projeto a todo o país”, acrescenta a responsável à Lusa. 
 
Em parceria com a Santa Casa da Misericórdia, as juntas de freguesia aderentes vão selecionar as famílias que necessitam deste tipo de apoio, com especial enfoque para idosos e sem-abrigo que tenham animais de companhia. 
 
O cheque prevê acesso a tratamentos médico-veterinários e medicação gratuitos em centros de tratamento aderentes, nomeadamente vacinação, desparasitação e esterilização, sendo que o principal objetivo passa pelo controlo da “reprodução, abandono e excesso de população animal”.
 
“Caso surjam situações em que o animal precise de outros tratamentos e cirurgias, as mesmas serão avaliadas, podendo ser também contempladas pelo programa”, refere a Bastonária, segundo a qual a saúde animal é também uma questão de saúde pública.
 
“É preciso haver uma estratégia para a saúde animal. Todas as pessoas têm direito a ter um animal saudável, não só aquelas que podem pagar pela sua saúde”, sublinha, avançando que,  numa primeira fase, o programa deverá abranger “pelo menos, 2.000 intervenções”. 
 
Como os registos caninos são feitos através das juntas, as freguesias são os parceiros ideais para este projeto. “Aqui sabemos, por exemplo, quais os animais que não têm as vacinas em dia”, revela Fábio Sousa, presidente da junta de Carnide.
 
Identificados os casos a atender, a autarquia vai enviar-lhes uma informação escrita sobre o projeto, por forma a que as famílias se possam inscrever.”Há pessoas que não conseguem sequer pagar os licenciamentos, não têm disponibilidade financeira para isso”, afirma o responsável. 
 
“O que nós fazemos é tentar fasear o pagamento dos licenciamentos, pagando-os a prestações. Às vezes estamos a falar de valores muito baixos, mas, mesmo assim, as pessoas não conseguem pagar”, acrescenta, destacando a importância desta iniciativa no apoio a famílias carenciadas com animais domésticos.
 
Além deste cheque veterinário, a Ordem está ainda a delinear outras ações, como, por exemplo, a criação de um banco alimentar para animais de companhia, sobretudo os que precisam de alimentação especial.

“O previsto é  providenciar junto das juntas para que as pessoas tenham sempre alimento para os seus animais, uma vez que se tem vindo a tornar recorrente não ter alimento nem para si, nem para os seus animais”, revela a Bastonária.

Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes

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