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Nau de Vasco da Gama descoberta em Omã

Foi encontrada, ao largo de uma ilha de Omã, uma embarcação da época dos Descobrimentos. Os especialistas acreditam que se trata da nau Esmeralda, que fez parte de uma armada de Vasco da Gama e naufragou em 1503.
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Foi encontrada, ao largo de uma ilha do sultanato de Omã, no mar arábico, uma embarcação da época dos Descobrimentos. Os especialistas acreditam que se trata da nau Esmeralda, que fez parte de uma armada de Vasco da Gama e naufragou em 1503. 

O Ministério do Património e da Cultura de Omã, em parceria com a empresa britânica Blue Water Recoveries (BWR), acabam de anunciar a descoberta dos destroços de um navio que pertencia à armada que Vasco da Gama conduziu à Índia entre 1502 e 1503.
 
O navio naufragou em 1503 durante uma tempestade ao largo da ilha de Al Hallaniyahe e é uma das embarcações mais antigas da época dos Descobrimentos a ser encontrada e estudada por uma equipa de peritos. 

Os detalhes da descoberta e da investigação estão a ser publicados no site Esmeralda Shipwreck, especialmente criado para o efeito e que foi lançado esta segunda-feira. O site oferece uma série de dados bem como fotos e vídeos do local e dos destroços e dos artefactos que estão a ser recolhidos. 
 

A nau esmeralda fazia parte da frota que Vasco da Gama terá comandado durante o Caminho Marítimo para a Índia

O site inclui ainda informação sobre o Caminho Marítimo para a Índia e sobre Vicente Sodré, tio de  Vasco da Gama e descendente de um nobre inglês, que comandava aquela nau. 
 


O local do naufrágio foi descoberto por uma equipa da BWR em 1998, ano em que se assinalou o 500.º aniversário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, por Vasco da Gama. Mas a pesquisa de toda a área arqueológica só arrancou em 2013, com o apoio o Ministério do Património e da Cultura de Omã. 

Desde aí, foram recolhidos do local mais de 2.800 artefactos, entre eles várias armas, moedas de cobre marcadas com o brasão da coroa portuguesa e com o emblema de D. Manuel I, um sino de bronze, moedas de ouro cunhadas em Lisboa entre 1495 e 1501, e um raríssimo exemplar de uma moeda de prata batizada de “Índio” (na foto acima), cunhada especialmente pelo rei D. Manuel I para ser usada na Índia (segundo o comunicado de imprensa da equipa de investigação, há apenas um outro exemplar desta moeda no mundo). O projeto tem sido acompanhado pela UNESCO.

 
A expectativa dos especialistas é que esta descoberta venha a trazer novas informações sobre aquela época, uma vez que se trata da mais antiga embarcação dos Descobrimentos encontrada até hoje.

“Esta foi uma das primeiríssimas embarcações a ser usada nos Descobrimentos, pelo que os artefactos encontrados devem fornecer novas informações sobre como decorria o comércio marítimo e de como os confrontos bélicos eram comandados no oceano índico”, informa a equipa no comunicado de imprensa a que o Boas Notícias teve acesso.


A equipa de especialistas que está a estudar os destroços conta com o apoio de diversas entidades internacionais, incluindo do Banco de Portugal, da Sociedade Geográfica de Lisboa e a Universidade Nova. 
 
Ibrahim Al Busaidi, professor do departamento de História da Universidade Sultan Qaboos University que tem acompanhado o processo, salienta na nota de imprensa que “a chegada dos portugueses à Índia em 1498 (…) marca o início de uma nova era de comunicação entre o Este e o Oeste e o início dos tempos modernos”.  

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