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Menino supera pavor de alimentos após tratamento

Chama-se Daniel Harrison e desde que nasceu que tinha pavor aos alimentos e às bebidas. Após um tratamento numa clínica austríaca, o menino britânico já consegue, hoje, morder e ingerir alimentos sólidos.
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Chama-se Daniel Harrison e desde que nasceu que tinha pavor aos alimentos e às bebidas. Após um tratamento numa clínica austríaca, o menino britânico já consegue, hoje, morder e ingerir alimentos sólidos.
 
A situação da família Harrison foi complicada desde o nascimento de Daniel, há seis anos. O menino tinha fobia de alimentos e bebidas e não conseguia comer. Quando ainda era bebé, o leite materno neutralizava a acidez do estômago mas o problema intensificou-se após a criança começar a ingerir de alimentos sólidos.

De acordo com a BBC, após vários exames médicos, os médicos passaram a acreditar que Daniel sofria de refluxo gástrico, o que lhe causava náuseas e dores no peito.

A solução encontrada pelos especialistas foi alimentar o menino através de tubos inseridos no estômago mas, finalmente, ao fim de vários anos de luta, a criança começou a dar sinais de melhoras. O pai, Kevin Harrison, crê que o filho também sofre de autismo ao afirmar que Daniel tinha noção que comer e beber não lhe estava a fazer bem mas não conseguia explicar isso aos pais.

A solução encontrada pelos médicos foi alimentar Daniel por tubos inseridos no estômago. No entanto, com o passar dos anos, o menino de agora seis anos começou a dar sinais de melhoras

A recuperação e o tratamento

O processo de recuperação quando a família quis arriscar e levar o menino para a cidade de Graz, no sudeste da Áustria, onde Daniel pudesse fazer um tratamento numa clínica especializada. E os resultados foram positivos. Após uma primeira passagem pela clínica, o menino britânico começou a tolerar um regime de alimentação líquida feita oralmente.

Graças ao tratamento, que consiste numa mistura de terapia ocupacional, fisioterapia, piqueniques e também natação com o objetivo de haver um processo de habituação da água na boca e no rosto, foi possível incentivar Daniel a aceitar alimentos sólidos e líquidos.

O tratamento foi financiado pelo sistema de saúde britânico que se dispos a pagar seis mil libras (cerca de 7.363 euros) para Daniel continuar o tratamento.

Com a continuidade dos tratamentos a equipa médica apercebeu-se de que a fobia de Daniel Harrison não passava apenas pela comida, mas também pelas colheres com que se alimentava. Quando a família voltou à clínica austríaca para Daniel prosseguir com o tratamento, uma equipa de televisão alemã quis acompanhar o caso. E esse medo foi ultrapassado em frente às câmaras.

Kevin Harrison, pai do menino, confessou à BBC que a terapeuta de Daniel, Eva Kirschnick, começou a fazer cócegas ao menino com a colher para ele se habituar ao toque. Depois, ela deu-lhe um doce e o resultado foi o esperado: Daniel trincou-o. “Em quase seis anos de vida, essa foi a primeira vez que ele mordeu alguma coisa”, disse o pai. “Não conseguíamos acreditar no que estávamos a ver. Chorámos de emoção”, concluiu.

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