Saúde

Meditação beneficia conexões nervosas do cérebro

A meditação é capaz de alterar a estrutura do cérebro, aumentando o número de conexões nervosas. A conclusão pode trazer novas esperanças no tratamento de diversas doenças mentais.
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A meditação é capaz de alterar a estrutura do cérebro, aumentando o número de conexões nervosas. A conclusão é de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Oregon, nos EUA, e pode trazer novas esperanças no tratamento de diversas doenças do foro mental.
 
A equipa de especialistas analisou dois grupos de estudantes – um deles da Universidade de Oregon e outro da chinesa Dalian University of Technology – durante um mês, no primeiro caso, e 11 horas, no segundo. Em ambos os casos, houve alterações físicas nos cérebros dos voluntários.
 
De acordo com comunicado emitido pela instituição universitária norte-americana, os investigadores encontraram, ao fim de duas semanas de prática regular de meditação, uma maior densidade de fibras nervosas, ou seja, da chamada “massa branca”, no cérebro dos participantes. 
 
Passado um mês deste treino físico e mental, a equipa detetou também no cérebro dos estudantes uma maior camada de mielina, o tecido gordo que cobre as fibras nervosas, e concluiu que estes apresentavam melhorias em termos de humor, com a redução dos estados de “stress”, raiva, tristeza, cansaço e ansiedade.
 
“O tipo de mudanças que encontrámos pode ser semelhante ao que acontece durante a fase de desenvolvimento do cérebro que ocorre no início da infância”, afirmou Michael Posner, professor da Universidade de Oregon e coordenador da investigação.
 
“Esta descoberta pode ser uma nova forma de revelar de que forma essas mudanças influenciam o desenvolvimento emocional e cognitivo”, acrescentou o investigador.
 
O estudo, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, está já a ter repercussões pelo mundo. Eva Cyhlarova, investigadora da Mental Health Foundation, disse, em declarações ao Mail Online, que “estes resultados são mais um exemplo da neuroplasticidade do cérebro durante a idade adulta”.
 
“As conclusões mostram como algumas técnicas muito simples podem afetar a sua estrutura e a sua função”, salientou Cyhlarova, realçando que se um método “tão simples e barato” como este tiver, de facto, resultados positivos, constituirá uma esperança para muitas pessoas com doença mental.
 
Com efeito, os investigadores defenderam também que este “padrão dinâmico de mudança da 'matéria branca' poderá fornecer meios de intervenção para amenizar ou prevenir distúrbios desse tipo”. 
 
Clique AQUI para aceder ao comunicado da Universidade de Oregon (em inglês).

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