Inovação e Tecnologia

“Máquina do tempo” reconstrói línguas antigas

Cientistas criaram um programa de computador capaz de reconstruir línguas ancestrais e preencher as páginas em branco da história da humanidade.
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Imagine como seria se pudéssemos recuar no tempo e conhecer como os nossos antepassados faziam uso da língua. Cientistas criaram um programa de computador capaz de reconstruir línguas ancestrais e preencher as páginas em branco da história da humanidade.
 
A equipa da Universidade da Califórnia (UC), em Berkeley, conseguiu criar uma “máquina do tempo” que pretende aprofundar os estudos existentes na área da linguística e descobrir novas características de dialetos pouco aprofundados no campo da investigação científica.
 
Até agora, o estudo de línguas ancestrais era encarado como um trabalho exaustivo que poderia demorar décadas em processos de pesquisa nem sempre conclusivos. O projeto levado a cabo pela universidade norte-americana permite acelerar e melhorar esses métodos de investigação e reconstruir centenas de línguas ancestrais.
 
O software demonstrou ser capaz de descodificar as línguas que deram origem às palavras que são hoje faladas no Sul da Ásia, na Ásia Continental, Australásia e no Pacífico. Os investigadores utilizam o raciocínio probabilístico para restruturar mais de 600 linguagens de uma base de dados com mais de 140.000 palavras.

85 por cento de precisão
 

Segundo a equipa, o sistema contrasta com o trabalho de reconstrução manual minucioso, que pode levar anos a atingir resultados significativos, sendo que o software é capaz de realizar à grande escala o mesmo tipo de pesquisa numa questão de dias ou mesmo de horas.
 
Em comparação com os métodos antigos de análise linguística, o programa de computador revelou que é capaz de apresentar resultados com 85 por cento de precisão. O projeto da universidade californiana pode não só fornecer informações concretas sobre as línguas ancestrais, como também tem a capacidade de revelar as razões para a sua evolução.
 
“O que me entusiasma neste sistema é que tira muitas das grandes ideias que linguísticos tiveram sobre a reconstrução histórica e automatiza-as para uma nova escala: mais informação, mais palavras, mais línguas, em menos tempo”, explica Dan Klein, professor de Ciências da Computação na UC.

Línguas do futuro
 

A equipa de investigação acredita que o “modelo de estatística poderá ser usado para responder a perguntas científicas sobre as línguas ao longo do tempo”. Tom Griffiths, diretor do Laboratório de Ciência Cognitiva Computacional da UC, explica à universidade que este programa pode “não só fazer inferências sobre o passado, mas também tirar conclusões sobre como as línguas poderão evoluir no futuro”.
 
Os primeiros registos escritos da humanidade têm cerca de 6.000 anos, muito antes do surgimento das protolínguas, sistemas de comunicação ancestrais que deram origem a famílias de línguas que existem hoje por todo o mundo.

Clique AQUI para aceder ao estudo completo (em inglês).

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