Ciência

Mapa mostra a Antártida como se não tivesse gelo

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Já não é preciso recorrer à imaginação para ver a Antártida sem gelo. Investigadores americanos criaram o mapa tipográfico mais detalhado do continente gelado existente até hoje. Além de fascinar todos os curiosos, o mapa pode vir a trazer importantes conhecimentos sobre as mudanças que a Antártida está a sofrer com as alterações climáticas.

A Antártida como nunca antes foi vista. É isso que os autores do BEDMAP garantem mostrar com este mapa que revela a paisagem existente por baixo da neve. Recorrendo a dados recolhidos durante décadas por aviões, satélites, navios e até mesmo por pessoas em trenós, o BEDMAP mostra as maiores montanhas do continente e os vales mais profundos.

Na imagem os tons a vermelho mostram os pontos mais altos e os tons azulados mostram as zonas mais baixas. Uma análise revela assim que há zonas no interior do continente que se encontram abaixo do nível atual do mar.

O mapa agora revelado é o BEDMAP2, a segunda versão de uma primeira imagem criada em 2001. O primeiro mapa incorporou 1,9 milhões de pontos de medição, enquanto este inclui mais de 27 milhões de pontos, explica a BBC. O projeto foi apresentado esta segunda-feira na American Geophysical Union (AGU), durante o maior encontro anual do mundo de cientistas planetários e da Terra.

Os investigadores reportaram significativas mudanças nas fronteiras do continente, com o aumento do volume de gelo a perder-se no mar, responsável pelo aumento do nivel da água. Com as informações recolhidas os investigadores vão poder antever alguns dos futuros acontecimentos. 

“Em várias áreas, conseguimos agora ver os lagos, vales e montanhas como se estivéssemos a olhar para uma parte da Terra que estamos acostumados a ver, exposta ao ar”, explicou à BBC, Hamish Pritchard do British Antarctic Survey (BAS).

Para conseguirem criar o mapa, os cientistas recorreram a radares que conseguem ver o que está para lá da neve. Ao contrário da rocha, o gelo é transparente para os radares, o que permite que ao enviar ondas de encontro à superfície do continente, sejam devolvidos dados que permitem conhecer a profundidade e espessura do gelo.

[Notícia sugerida por Patrícia Guedes]

Para ver outras perspetivas do mapa, clique AQUI.

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