Ambiente

Madeira: Ave ameaçada regista boa recuperação

Esta quinta-feira, foram divulgados os resultados do projeto LIFE - SOS Freira do Bugio, que visa desenvolver atividades de conservação e incremento do conhecimento daquela espécie nidificante na Ilha do Bugio, Madeira. A população da Freira do Bugio
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[Foto: © Francis Zino]

Esta quinta-feira, foram divulgados os resultados do projeto LIFE – SOS Freira do Bugio, que visa desenvolver atividades de conservação e incremento do conhecimento daquela espécie nidificante na Ilha do Bugio, Madeira. A população da Freira do Bugio (Pterodroma feae) tem vindo a recuperar gradualmente, com o número de casais a aumentar.

O projeto, aprovado e financiado pela Comissão Europeia, estimulou o crescimento das populações de várias espécies animais na Madeira.

No início do LIFE, registavam-se “30 a 40 casais [da freira da Madeira]”, que agora “já está com 70 a 85 casais recenseados. O lobo marinho começou com seis ou sete indivíduos e já vai com 35 a 45 indivíduos. A freira do bugio começou há quatro anos, com um estatuto muito mau e de 120 a 150 indivíduos, já vai com 160 a 180 indivíduos, tendo já passado para um estádio positivo”, referiu o secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais, Manuel António Correia, citado pelo Jornal da Madeira.

O Governo regional contou com a colaboração da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) na concretização desta iniciativa, também aplicada à área do Parque Natural da Madeira.

“A Madeira não faz conservação da natureza porque há este apoio. Pelo contrário, há apoio dos programas LIFE porque a Madeira faz muito e bom trabalho na conservação da natureza. E por isso é que quando se candidata ao financiamento dos programas LIFE tem tido, quase sucessivamente, desde há muitos anos, esse apoio financeiro”, frisou Manuel António Correia.

O murganho e o coelho das ilhas do Bugio e Selvagem Grande também mereceram a atenção do projeto, ao estarem também em risco de erradicação. Pedro Sepúlveda, técnico do Serviço do Parque Natural da Madeira, garante que as populações das duas espécies estão controladas.

“Temos a área de nidificação com o habitat a ser recuperado a olhos vistos”, afirmou. Tudo isto “ajuda à recuperação da própria espécie. Estão criadas, agora, as condições para que a espécie possa crescer, no sentido de melhorar o seu estatuto de conservação”.

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