Ambiente

Londres: Escritórios plantam vegetais nos telhados

Quatro edifícios de escritórios ingleses estão a testar a plantação de frutas e vegetais nos seus telhados, construíndo os chamados "telhados verdes". Se for bem-sucedida, a experiência poderá chegar a centenas de outros prédios londrinos.
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Quatro edifícios de escritórios ingleses estão a testar a plantação de frutas e vegetais nos seus telhados, construíndo os chamados “telhados verdes”. Se for bem-sucedida, a experiência, que procura apurar se é possível cortar nas faturas da energia das companhias ao mesmo tempo que se cultivam alimentos frescos, poderá chegar a centenas de outros prédios londrinos.
 
De acordo com o portal Business Green, o projeto-piloto, que arrancou em Londres, capital inglesa, em Dezembro passado, vai durar seis meses e deverá gerar poupanças entre os 3% e os 10% na energia gasta pelas empresas com aquecimento e ventilação. 
 
Os telhados dos edifícios vão ser cobertos com plantas através de um sistema de vegetação modular, no qual as plantas estão inseridas numa espécie de “bolso” de material reciclado que as protege e torna mais fácil a sua irrigação e transporte.
 
Os vegetais e frutas que crescerem nos telhados vão ser utilizados nas cantinas dos próprios escritórios, destinando-se à confeção de refeições para os funcionários, e os restos de alimentos serão utilizados para fertilizar plantas. Além disso, todos os telhados terão também colmeias para ajudar a polinizar as plantas, vegetais e frutas.

Criar “uma cidade mais verde, limpa e eficiente”

 
O projeto, cujo investimento ronda as 35.000 libras (cerca de 43.000 euros), foi custeado pela Greater London Authority (GLA) e pela organização Inmidtown, que representa 570 negócios nas regiões de Bloomsbury, Holborn e St. Giles.
 
Em comunicado, citado pelo Business Green, a Inmidtown afirmou que o ideal seria alargar os telhados verdes a todos os seus membros e que, se introduzido à escala da cidade, o sistema poderia ajudar Londres a poupar, anualmente, cerca de 160 milhões de libras (perto de 194 milhões de euros) em energia, além de melhorar a qualidade do ar e a biodiversidade.
 
Segundo Tass Mavrogordato, diretora-executiva da Inmidtown, as próprias empresas veem benefícios nesta novidade, já que conseguem proporcionar aos funcionários um espaço onde podem interagir longe das secretárias.
 
“Este é um projeto verdadeiramente inovador, que não só traz benefícios económicos  às empresas, como mostra que estas se preocupam com o ambiente no qual trabalham”, salientou a responsável. “Cada companhia vai estar a ajudar a criar uma cidade mais verde, mais limpa e mais eficiente a nível de energia”, concluiu.

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