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Italianos formam cadeia humana para ajudar 164 sírios

Numa praia da Sicília, em Itália, um grupo de banhistas formou espontaneamente uma cadeia humana para ajudar 164 refugiados sírios a desembarcar. O vídeo desta ação solidária está a comover o país e mereceu o elogio do Presidente da República italian
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Numa praia da Sicília, em Itália, um grupo de banhistas formou espontaneamente uma cadeia humana para ajudar 164 refugiados sírios a desembarcar. O vídeo desta ação solidária está a comover o país e mereceu o elogio do Presidente da República italiano.
 
O pequeno barco que transportava o grupo de sírios ficou a vários metros da praia de Morghello, na Sicília. Os banhistas que aí se encontravam durante o fim-de-semana não hesitaram em lançar-se ao mar para chegar ao barco, formando uma cadeia para ajudar os passageiros a chegar a terra firme com os seus pertences.
 
A Guarda Costeira italiana registou o momento e divulgou um vídeo desta ação espontânea. As imagens foram amplamente divulgadas na imprensa italiana e impressionaram o país, incluindo o presidente da república, Giorgio Napolitano.
 
“Estas imagens de banhistas que entraram no mar para ajudar os imigrantes honram a Itália e mostram que a solidariedade prevalece”, disse o presidente italiano.

Itália tem funcionado como porta de entrada da Europa para milhares de cidadãos, sobretudo do norte de África, que saem de países como a Eritreia, a Somália, entre outros, para fugir à guerra e a fome. Desde a Primavera Árabe, têm surgido também refugiados de alguns países como a Síria.

A ilha de Lampedusa já é considerada a porta da imigração ilegal da União Europeia tendo registado, entre Agosto de 2012 e Agosto deste ano, a chegada de mais de 24 mil imigrantes, segundo dados do governo italiano.


Desde o início da guerra civil na Síria, em Março de 2011, morreram  mais de 100 mil pessoas e quase sete milhões necessitam de ajuda humanitária  de emergência, de acordo com o mais recente balanço das Nações Unidas que, esta semana, enviaram uma missão para o terreno. Há mais de um ano que o governo de Bashar al-Assad impedia a ONU de marcar presença no país.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou esta quarta-feira que pelo menos cem pessoas morreram ou ficaram feridas nos últimos bombardeamentos do exército sírio na região de Damasco, onde militantes acusaram as autoridades de usar gás tóxico.

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