Saúde

IPO/Porto com técnica inovadora de radioterapia

O Serviço de Radioterapia do IPO do Porto apresentou esta quarta-feira uma técnica, pioneira na Península Ibérica, de radiocirurgia não invasiva. O procedimento reduz o tempo de tratamento e melhora a qualidade de vida dos utentes, evitando a utiliza
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O Serviço de Radioterapia do IPO do Porto apresentou esta quarta-feira uma técnica, pioneira na Península Ibérica, de radiocirurgia não invasiva. O procedimento reduz o tempo de tratamento e melhora a qualidade de vida dos utentes, evitando a utilização de equipamentos desconfortáveis.

Este método permite a realização de radiocirurgia intracraniana e extracraniana, com “elevada precisão na definição do alvo a eliminar”, referiu o presidente do IPO/Porto, Laranja Pontes, citado pela agência Lusa.

“Comodidade, rapidez e precisão” foram também apontadas pela diretora do Serviço de Radioterapia, Helena Pereira, como as principais vantagens do novo método, a que se alia “a redução da toxicidade dos tecidos que rodeiam as lesões benignas e malignas a tratar”.

Helena Pereira apontou a sua utilização nos tumores intracranianos, referindo que ao contrário do que acontece com o método convencional, “evita a utilização de uma espécie de esquadria fixada por parafusos cruentamente ao crânio do doente”.

“O doente tinha de esperar com aquilo na cabeça até que o plano de tratamento estivesse feito, com o incómodo de trazer aquele capacete sempre fixado. Este novo método permite fazer o trabalho com a mesma precisão ou mais e com muito maior comodidade para o doente”, acrescentou.

Sistema mais preciso e com maior alcance

O denominado sistema “Novalis T + Exactrac” permite aliar a versatilidade na alteração das características da radiação, obtida por dispositivos de alta resolução, à precisão dos sistemas de imagem, os quais permitem a verificação e a correção do posicionamento do paciente durante o tratamento, recorrendo a uma mesa robotizada.

O sistema aplica uma elevada taxa de radiação e adequa exatamente os feixes de tratamento ao tamanho e forma do tumor. A potência aliada à precisão permite que a radiocirurgia alcance tumores em zonas profundas e inacessíveis do corpo, consideradas inoperáveis.

Esta técnica começou a ser experimentada no IPO/Porto desde Dezembro de 2011, com “excelentes resultados”, mas Helena Pereira salienta que esta só pode utilizada em “tumores muito bem selecionados”, não podendo ser aplicada “em lesões superiores a 3 centímetros”.

[Notícia sugerida por Raquel Baêta]

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