Inovação e Tecnologia

Investigador cria objetos que se montam sozinhos

Um investigador do MIT criou um novo sistema tecnológico de autoconstrução. Skylar Tibbits apelida a sua invenção de impressão em 4D, um sistema que permite aos objetos construírem-se sozinhos, sem recurso à intervenção humana.
Versão para impressão
A impressora 3D poderá ter sido ultrapassada na corrida das tecnologias depois de um investigador do MIT surgir com um novo sistema tecnológico de autoconstrução. Skylar Tibbits apelida a sua invenção de 'impressão em 4D', um sistema que permite aos objetos construírem-se sozinhos, sem recurso à intervenção humana.

O designer e cientista de computação utilizou os mesmos materiais da tecnologia Connex, da empresa norte-americana Stratasys, líder mundial de impressão em 3D, para dar origem ao seu próprio projeto. O aparelho que imprime objetos em três dimensões serviu de base para a nova tecnologia de objetos com capacidade de automontagem.

O investigador do MIT sonha revolucionar o modo como são construídas as grandes infraestruturas do mundo através de um modelo independente de produção que exige um consumo mínimo de energia.

“Este vai ser o futuro da forma como construímos coisas. Acredito que em breve os nossos edifícios e máquinas serão capazes de se automontar, de se replicarem e de se repararem a si mesmos”, referiu Skylar Tibbits numa conferência de TED Talk.
 
 
Menos erros e capacidade de regeneração

O projeto que está numa fase inicial já revelou os primeiros resultados com a construção do MacroBot, um robô de cerca de 2,5 metros que se autoconstruiu depois de pré-programado. O MacroBot é composto por várias peças que comunicam entre si e que, de forma ordenada, dão origem à estrutura final desejada.
 

Em conjunto com uma equipa da universidade norte-americana do MIT, Skylar Tibbits embutiu no robô um conjunto de sensores eletromecânicos, dispositivos que levam as informações sobre a forma final da construção a cada um dos componentes da estrutura robótica.

O investigador baseou-se na complexidade e eficiência dos sistemas biológicos – como as proteínas ou o ADN – para desenvolver a tecnologia de impressão em 4D. “Raramente cometem erros e conseguem regenerar-se para ter longevidade”, explicou.

 
“Se conseguirmos traduzir isso no nosso ambiente construído então há algum potencial entusiasmante para a forma como construímos coisas. Penso que a chave para isso é a automontagem”, salientou Skylar Tibbits.

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