Sociedade

Internet: Ofertas de emprego crescem apesar da crise

Apesar da crise, as ofertas de emprego na Internet para Portugal e para o estrangeiro estão a aumentar. Os vários portais digitais afirmam continuar a receber ofertas "de qualidade" e que grande parte destas dizem mesmo respeito a empresas lá fora.
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Apesar da crise, as ofertas de emprego na Internet para Portugal e para o estrangeiro estão a aumentar. Os vários portais digitais afirmam continuar a receber ofertas “de qualidade” e que grande parte destas dizem mesmo respeito a empresas lá fora.
 
Exemplo deste fenómeno é o Sapoemprego, o maior portal de procura de emprego em Portugal. De acordo com o diretor comercial, Pedro Teixeira, as ofertas e candidaturas têm vindo a crescer.
 
Nos últimos anos, as ofertas de emprego no estrangeiro ganharam um peso bastante superior, passando de 5% para 40% do total das candidaturas apresentadas no portal. A acompanhar este crescimento está a procura de emprego fora de fronteiras entre os utilizadores. 
 
“As pessoas procuram mais ofertas internacionais”, afirma o responsável, em declarações à agência Lusa. Para si, o interesse cada vez maior por um emprego fora de Portugal deve-se aos salários superiores que se pagam lá fora.
 
Portugueses são muito solicitados

Miguel Costa, diretor do novo portal Alertaemprego, reconhece que Portugal está “numa altura difícil”, mas assegura que sempre existem “boas ofertas de emprego”, quer dentro do país, quer no estrangeiro. Acrescenta também que os portugueses são solicitados lá fora “pelas suas competências, sobretudo nas engenharias informáticas, e pelas capacidades linguísticas”.
 

O Alertaemprego, foi lançado a 15 de Julho numa parceria com Frederico Formigal, depois de este último ter sentido dificuldades em “chegar a portugueses qualificados” quando trabalhou, durante 10 anos, no recrutamento de profissionais em Malta e na Irlanda.
 
Ricardo Dias, diretor de outro portal de procura de emprego, o Cargadetrabalhos, assegura que muitas das ofertas que recebe para serem publicadas “procedem de empresas geridas por portugueses no estrangeiro”, que querem contratar cidadãos do seu país de origem.
 
Associado ao aumento do número de ofertas no seu portal – vocacionado para as áreas da comunicação e do marketing -, o responsável dá conta de um acréscimo nas ofertas de estágios profissionais nos últimos anos, depois do governo ter apostado na promoção dos mesmos.

Difícil medir taxa de sucesso das candidaturas
 

Mas se as ofertas de emprego existam e continuem a crescer, medir o sucesso das candidaturas ainda “é uma dificuldade”, uma vez que os utilizadores não costumam comunicar ao portal se conseguiram arranjar emprego através do sítio, explica Pedro Teixeira, da Sapoemprego.
 
Mesmo que haja pessoas “a enviar e-mails a agradecer o facto de termos publicado uma oferta que as ajudou a encontrar trabalho”, nunca é possível “medir estatisticamente quantas pessoas conseguiram arranjar emprego” através dos portais online, refere Ricardo Dias, do Cargadetrabalhos.

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