Saúde

Instrumento luso único corrige fala em idade precoce

A Universidade de Aveiro (UA) acabou de desenvolver um instrumento único capaz de analisar e corrigir deficiências de fala das crianças em idade pré-escolar, que permite detetar este tipo de perturbações mais cedo do que os convencionais.
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A Universidade de Aveiro (UA) acabou de desenvolver um instrumento único capaz de analisar e corrigir deficiências de fala das crianças em idade pré-escolar. O aparelho permite detetar este tipo de perturbações mais cedo do que os métodos convencionais.
 
Em comunicado à imprensa, a instituição de ensino revelou que o instrumento, de nome Teste Fonético-Fonológico – Avaliação de Linguagem Pré-Escolar (TFF-ALPE), já foi testado e validado, tendo despertado o interesse de terapeutas da fala de todo o país. Este pode vir a tornar-se um teste fundamental no rastreio de perturbações articulatórias e fonológicas das crianças, numa idade em que a correção é, ainda, possível.
 
As informações divulgadas ontem, 17 de Julho, avançam que uma avaliação na faixa etária correspondente à pré-escolaridade é essencial. Maria Lousada, uma das investigadoras do projeto, explicou que “os problemas que ocorrem nestas idades podem, mais tarde, ter uma repercussão na aprendizagem da leitura e da escrita”. Deste modo, quanto mais cedo foram identificadas as deficiências de fala, mais cedo pode ser iniciada a terapia, evitando consequências mais graves.

A ferramenta, que vem acompanhada por um manual de utilização, é constituída por um livro de imagens, que induz a produção nas crianças, e por folhas específicas de registo de resultados. Estas últimas ajudam terapeutas da fala, educadores de infância, psicólogos e outros profissionais de saúde e de educação a estabelecerem um plano e intervenção.

O TFF-ALPE encontra-se pronto para ser utilizado e aguarda, apenas, a aprovação de uma editora livreira para satisfazer as necessidades dos profissionais que trabalham com crianças. O instrumento foi desenvolvido no âmbito de dois projetos de investigação financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo Ministério da Educação.

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