Cultura

Inédito de Matilde Rosa Araújo editado em outubro

No dia em que desaparece Matilde Rosa Araújo, um dos nomes incontornáveis da cultura e literatura portuguesas, a editora Calendário anuncia que a escritora deixou um texto inédito intitulado "Florinda e o Pai Natal". De acordo com mesma fonte editori
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No dia em que desaparece Matilde Rosa Araújo, um dos nomes incontornáveis da cultura e literatura portuguesas, a editora Calendário anuncia que a escritora deixou um texto inédito intitulado “Florinda e o Pai Natal”. De acordo com mesma fonte editorial, o texto vai será editado a título póstumo em outubro deste ano.

A autora de livros de contos e poesia para adultos e crianças nasceu a 20 de junho de 1921 e morreu esta terça-feira, dia 6 de julho, em Lisboa, aos 89 anos. Deixou, contudo, esta obra preparada para a infância e que conta com ilustrações de Maria Keil.

“Podíamos editá-lo agora, porque já está pronto, mas só sairá em outubro”, garantiu o editor Francisco Madruga à Lusa.

Matilde Rosa Araújo tem obra dispersa por várias editoras, mas tinha assinado recentemente pela Calendário, que editou “Lucilina e Antenor” e que tencionava recuperar o catálogo mais antigo da escritora.

Entre os seus livros mais importantes para a infância contam-se “Os direitos das crianças”, “O palhaço verde” e “O livro da Tila”, nome pelo qual passou a ser chamada.

Tem ainda publicados “História de um Rapaz”, “O Sol e o Menino dos Pés Frios”, “O Reino das Sete Pontas”, “História de uma Flor”, sobre o 25 de abril, “O Gato Dourado”, “As Botas de Meu Pai”, “As Fadas Verdes”, “Segredos e Brincadeiras” e os mais recentes “A saquinha da flor” e “Lucilina e Antenor”, entre cerca de quatro dezenas de títulos.

“A melhor forma agora de a homenagear é continuar a ler os seus livros”, considerou Francisco Madruga.

Autora, professora por vocação, colaboradora em jornais nacionais e regionais, teve um percurso de vida dedicado às crianças. Foi sócia fundadora do Comité Português da Unicef e do Instituto de Apoio à Criança. Recebeu inúmeros prémios da Fundação Gulbenkian, bem como da Sociedade Portuguesa de Autores.

É precisamente na sede da Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, que o corpo de Matilde Rosa Araújo será velado hoje.

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