Ambiente

Ilha do Corvo vai ter painéis solares em todas as casas

O Corvo será a primeira ilha dos Açores - e o primeiro município em Portugal - a ter painéis solares e bombas de calor em todas as habitações.
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O Corvo será a primeira ilha dos Açores – e o primeiro município em Portugal – a ter painéis solares e bombas de calor em todas as habitações. O projeto do município pretende dar à população uma redução nas suas despesas e melhores condições de vida.
 
A instalação de painéis solares e de bombas de calor pretende substituir o consumo de gás butano na ilha. Esta primeira fase do projeto já foi aplicada a 37 das 154 casas do Corvo, que tem uma população de pouco mais de 400 habitantes.
 
Manuel Rita, presidente da Câmara Municipal do Corvo, explica à Lusa que com a sua ideia “as pessoas ficam mais servidas, embora muitas delas estivessem céticas, mas agora já toda a gente quer”.

O autarca acredita que o projeto poderá diminuir a dependência externa da ilha e, “a longo prazo, permitirá às famílias corvinas e ao Governo Regional poupar muito dinheiro”.
 

Vítor Fraga, secretário Regional do Turismo e Transportes, afirma que este sistema de abastecimento de energia permitirá que uma família-tipo poupe mensalmente cerca de 40 euros.
 
A primeira fase do projeto representou um investimento de cerca de 400 mil euros, através de uma colaboração direta entre o Governo dos Açores e a Câmara Municipal do Corvo. A segunda fase pretende instalar painéis solares e bombas de calor em 108 habitações.
 
O presidente da câmara do Corvo espera que a instalação dos aparelhos esteja terminada dentro de um mês e meio e revelou que os 37 lares onde já foram feitas as alterações as pessoas “já deram pela diferença”. “Já é possível estar a lavar loiça na cozinha e tomar um banho, sendo a temperatura da água sempre a mesma”, salientou.
 
Manuel Rita, que cumpre o seu terceiro mandato no município do Corvo, revelou que além deste sonho tornado realidade tem outro, que passa por aproveitar a água de uma lagoa que está a ser construída na ilha para produção de energia elétrica. “O mais importante é contribuir para a qualidade de vida dos corvinos”, realça.

O primeiro passo do munícipio para uma ilha mais sustentável foi dado em 2011, com a substituição de esquentadores tradicionais por uma alimentação a painéis solares, termodinâmicos e bombas de calor. A autarquia assumiu o total dos custos com esta iniciativa que pretendeu poupar o ambiente e diminuir a conta das famílias com o gás.

[Notícia sugerida por Mariana Matos e Carla Neves]

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