Inovação e Tecnologia

Hospital espanhol usa videojogo para tratar vícios

O Hospital Universitário de Bellvitge, em Barcelona, complementou as suas técnicas de tratamento de distúrbios de alimentação e vícios utilizando um videojogo especificamente concebido para o efeito. Os resultados preliminares da experiência mostram
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O Hospital Universitário de Bellvitge, em Barcelona, complementou as suas técnicas de tratamento de distúrbios de alimentação e vícios utilizando um videojogo especificamente concebido para o efeito. Os resultados preliminares da experiência mostram que o jogo pode ter um efeito terapêutico.

Denominado “Islands”, o videojogo interativo foi desenvolvido ao longo de três anos pelo consórcio Playmancer, formado por técnicos e cientistas de seis países europeus. Começou a ser testado em setembro de 2010, num grupo de 60 pacientes da ala psiquiátrica do Hospital de Bellvitge.

No começo do jogo, os pacientes são transportados para uma ilha. “O objetivo não é sair da ilha rapidamente, mas de forma calma e reflexiva”, explicou Fernando Fernández, responsável pela Unidade de Distúrbios de Alimentação do hospital, citado pelo jornal El País.

A ideia é que este novo tratamento ajude a melhorar a tolerância dos pacientes á frustração e ao aborrecimento, assim como as suas capacidades de planificação na tomada de decisões e o reconhecimento das consequências das suas ações a curto e médio prazo.

Fernández sublinhou que a proposta destina-se a pessoas com dependências diversas, com baixa autoestima, grande impulsividade e agressividade.

“O tratamento convencional dá resultado, mas apresenta carências em alguns aspetos que tratamos de suprir com esta alternativa”, afirmou o especialista.

A terapia tem uma duração de quatro meses; antes de cada sessão semanal com o psiquiatra, os pacientes (com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos) jogam por um período de 20 a 30 minutos, sob supervisão médica. Uma série de biosensores registam as pulsações e a respiração de cada jogador, bem como as suas expressões faciais e tom de voz.

Os resultados obtidos até agora são positivos; o jogo parece ter não só um potencial terapêutico, como pode evitar recaídas dos pacientes nos seus antigos hábitos de dependência e falta de autocontrolo.

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