Saúde

Homem que fez transplante de rosto faz a barba

O homem que foi alvo do primeiro transplante total de rosto já faz a barba, disse a equipa médica que o operou ao jornal britânico Telegraph. O cirurgião Joan Pere Barret explica que o paciente, de 30 anos de idade, adquiriu a barba do rosto do da
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O homem que foi alvo do primeiro transplante total de rosto já faz a barba, disse a equipa médica que o operou ao jornal britânico Telegraph. O cirurgião Joan Pere Barret explica que o paciente, de 30 anos de idade, adquiriu a barba do rosto do dador a partir do qual foi feito o transplante.

Três dias depois da operação, o médicos ficaram surpreendidos ao perceber que a barba já tinha crescido. Entretanto, o doente tem sido barbeado com alguma regularidade. “Temos que o barbear mais ou menos de três em três dias. Não usamos lâminas para evitar infecções por isso está só com a barba aparada. Está muito elegante”, garantiu o médico ao Telegraph.

A operação foi realizada em Março no hospital Vall d`Hebron, em Barcelona, Espanha, e durou 24 horas. Os médicos só revelaram a intervenção esta semana depois do sucesso da operação estar garantido e do paciente estar fora de perigo.

O médico Pere Barret afirma que o procedimento foi um sucesso e que, se tudo correr como esperado, o paciente poderá voltar a trabalhar dentro de cinco meses, depois de ter vivido cinco anos como um recluso.

O homem – cuja identidade não foi divulgada mas que os jornais afirmam tratar-se de um agricultor que foi atingido, acidentalmente, na cara – isolou-se durante estes anos saindo de casa apenas quando sabia que ninguém o iria ver.

“Agora ele quer voltar a ter uma vida normal, tem planos para o futuro, quer trabalhar”, disse o médico ao jornal britânico. O homem, que já viu o seu rosto num espelho, “está muito calmo e escreveu num papel que está satisfeito com a operação”, acrescentou Barret.

O homem foi escolhido entre quatro pacientes que se candidataram à operação financiada pelo Estado. Todos foram considerados aptos para receber o transplante e todos concordaram com os riscos envolvidos.

Os médicos tiveram que garantir que o dador de rosto tinha o mesmo tom de pele, o mesmo peso e a mesma estrutura facial do paciente. Depois da família do dador ter dado autorização, a cirúrgia avançou.

De acordo com a lei espanhola, a identidade do dador e a do paciente não podem ser divulgadas às respectivas famílias, mesmo que ambas o desejem. Os médicos garantem que o paciente não vai ter qualquer semelhança com o dador, porque a pele se adapta à face do indivíduo que a recebeu.

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