Saúde

‘Hobbies’ criativos ajudam a prevenir demências

Desenhar, bordar ou ter como 'hobbie' qualquer outro tipo de trabalho manual criativo na terceira idade contribui para atrasar o desenvolvimento dos problemas cognitivos e de memória que levam às demências, concluiu um novo estudo.
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Desenhar, bordar ou ter como 'hobbie' qualquer outro tipo de trabalho manual criativo na terceira idade contribui para atrasar o desenvolvimento dos problemas cognitivos e de memória que levam às demências, concluiu um novo estudo norte-americano, que destaca, também, os benefícios da socialização.
 
Um grupo de investigadores da Mayo Clinic do Minnesota, nos EUA, analisou os casos de 256 pessoas com uma média de idades de 87 anos que, no início do estudo, não tinham quaisquer problemas de memória e publicou, esta quarta-feira, os resultados na revista científica Neurology. 
 
No âmbito da investigação, os voluntários foram convidados a reportar com que frequência se dedicavam às artes (pintura, trabalhos manuais, cerâmica, costura, entre outras), participavam em eventos sociais (como idas ao cinema ou a clubes de leitura), viajavam e usavam computadores para jogar ou aceder à Internet. 
 
Após quatro anos, 121 dos participantes desenvolveram défices cognitivos ligeiros, observando-se que aqueles que mantinham 'hobbies' criativos na meia-idade e na terceira idade tinham uma probabilidade 75% inferior de vir a ter problemas de raciocínio e memória do que os que nunca participavam em atividades artísticas.

Hipertensão e depressão aumentam risco
 

“O nosso estudo apoia a ideia de que manter a mente ocupada e ativa pode proteger os neurónios – os “blocos” constituintes do cérebro – e evitar a sua morte, estimulando, até, o crescimento de novos neurónios ou ajudando a recrutá-los para preservar as capacidades cognitivas em idade avançada”, realça, em comunicado, Rosebud Roberts, investigadora que liderou o estudo. 
 
Os indivíduos que bordavam, por exemplo, corriam 45% menos riscos de vir a sofrer de demência do que os restantes, ao passo que os que socializavam com frequência, saíndo e convivendo com os amigos, apresentavam uma probabilidade 55% menor de entrar em declínio cognitivo.
 
Também utilizar o computador mostrou ser vantajoso para manter o cérebro bem “exercitado”: ir à Internet, fazer compras 'online' ou jogar são hábitos que podem reduzir em até 53% o risco de défice cognitivo, revela a investigação.
 
Por outro lado, possuir um gene específico (o APOE, associado ao Alzheimer), sofrer de hipertensão arterial ou depressão na meia-idade aumentam as probabilidades de doenças neurodegenerativas, alertam os cientistas da Mayo Clinic. 

Clique AQUI para aceder ao estudo (em inglês). 

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