Sociedade

Guardian dedica artigo a Aristides de Sousa Mendes

A propósito dos 57 anos da morte do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, o jornal britânico The Guardian dedica um artigo ao homem que ajudou a salvar cerca de 30 mil judeus durante a II Guerra Mundial.
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A propósito dos 57 anos da morte do diplomata português Aristides de Sousa Mendes, o jornal britânico The Guardian dedica um artigo ao homem que ajudou a salvar cerca de 30 mil judeus durante a II Guerra Mundial.

O jornalista Mark Rendeiro deslocou-se a Cabanas de Viriato, terra natal e local de residência do cônsul, cuja antiga mansão se encontra completamente degradada.

“Este não é apenas um reflexo de como a coragem e o sacrifício perante grandes riscos são desvalorizados em Portugal; diz também muito da forma como os europeus e os restantes cidadãos do mundo honram um dos atos mais altruístas que alguém pode realizar”, refere Agostinho Nascimento, autarca da freguesia vizinha de Beijós.

O artigo do The Guardian relembra que Aristides de Sousa Mendes assegurou a passagem de inúmeros refugiados de guerra para Portugal, mas a sua atitude heróica foi repudiada no país, devido à afinidade de Salazar com o regime de Hitler. O cônsul perdeu assim o seu estatuto e as suas posses, ficando na miséria.

“Ele sabia que iria sofrer represálias, mas nunca imaginou que poderia perder tudo e que a sua família caísse em desgraça”, conta o neto de Aristides de Sousa Mendes.

Anos depois da sua morte, o ex-cônsul de Portugal em Bordéus foi finalmente aclamado como herói. O seu título de embaixador foi-lhe restituído em 1988 e todas as acusações contra ele foram retiradas. O restauro da sua mansão – declarada Monumento Nacional em 2008 – é a missão da recém criada Fundação Aristides de Sousa Mendes, mas divergências quanto à função que o edifício passaria a ter e as dificuldades económicas com que o país se depara têm atrasado o processo.

Segundo Mark Rendeiro, a história de Aristides de Sousa Mendes é mais atual do que nunca, tendo em conta a forte reivindicação pelos direitos humanos que tem lugar no Médio Oriente e no norte de África.

“Cabe a todos nós, como testemunhas destes acontecimentos e seres humanos, honrar o passado e o presente de Aristides de Sousa Mendes. Agora, mais do que nunca, aqueles que questionam a autoridade e as regras que desvalorizam a vida humana devem ser celebrados”, refere o jornalista.

O diplomata será igualmente relembrado numa exposição nos Estados Unidos, em Salt Lake City, com inauguração agendada para o próximo dia 15 de abril. Intitulada “These are my people! The story of Aristides de Sousa Mendes”, a mostra de entrada livre inclui fotografias, textos e outros documentos que traçam o percurso histórico do português.

Leia o artigo na íntegra aqui.

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