Negócios e Empreendorismo

Green Boots: Botas nacionais deixam pegada pelo mundo

As típicas botas em pele e sola de pneu criadas nos anos 50 pelo sapateiro português José Rodrigues Serrazina estão de volta. Com linhas mais modernas e novos modelos, este produto manufaturado está a conquistar o mercado internacional.
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As típicas botas em pele e sola de pneu criadas nos anos 50 pelo sapateiro português José Rodrigues Serrazina estão de volta. Com linhas mais modernas e novos modelos, este produto manufaturado está a conquistar o mercado internacional. Em Janeiro, a empresa espera atingir a média de 300 pares produzidos por mês. 
 
por Patrícia Maia
 
A marca é jovem, a tradição antiga. E o casamento destes dois ingredientes está a ser um sucesso. Foi no início de 2013 que nasceu, em Leiria, a marca Green Boots, decidida a reinventar um ícone do calçado tradicional português. O objetivo passa por “conferir-lhes um aspeto prático, moderno e de qualidade ímpar, mantendo o seu carácter e a sua história”, explica ao Boas Notícias Pedro Olaio, 44 anos, designer e gestor comercial da marca.
 
Para isso, a equipa multidisciplinar por detrás da Green Boots, composta por cinco profissionais de áreas diferentes, fez uma “profunda investigação às origens do calçado português”. Depois, pegaram no mítico modelo de José Rodrigues Serrazina, deram-lhe um “design mais ergonómico e apelativo e reforçaram o conforto, por exemplo introduzindo cortiça nacional na base da palmilha”, explica Pedro Olaio.
 

O modelo criado há 50 anos foi redesenhado com linhas mais urbanas, acabamentos mais sofisticados e detalhes originais, como os acolchoados coloridos que marcam a diferença. Aliás, a inovação é uma das apostas desta marca nacional que, em breve, vai lançar modelos com novos forros: um em xadrez e outro, mais feminino, com chita de alcobaça.

Na forja está também um modelo que será desenhado em parceria com a artista plástica Joana Vasconcelos e ainda uma colaboração com a Cinemateca – Museu do Cinema para recriar t-shirts alusivas aos clássicos do Cinema Português.
 
Produto já chega à Rússia, Itália e Reino Unido
 
A curiosidade por este produto tão tradicional como inovador já chegou além-fronteiras, com países como a Rússia, a Itália e o Reino Unido a lideraram a lista de clientes estrangeiros. Graças a este crescimento exponencial, a Green Boots já produz “uma média de 150 pares de botas e sapatos por mês, sendo que iremos duplicar esse número a partir de Janeiro”, conta o gestor comercial. 
 
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Estes números tornam-se ainda mais relevantes, se tivermos em conta que todos os modelos “são manufaturados de forma artesanal”, na zona centro e oeste do país, de acordo com “o saber de gerações de artesãos”. Aliás, a prioridade da marca “nunca será a massificação ou produzir em grande quantidade pois cada par de botas que fazemos tem o seu carácter e a sua história”, sublinha o Pedro Olaio.
 
Pele de vitela, algodão, fazenda, couro, são alguns dos materiais, todos de origem nacional, que a Green Boots utiliza para fabricar as suas botas e sapatos. Contudo, a preocupação ambiental faz com que empresa aposte fortemente no reaproveitamento de restos de pele e cortiça, que compõem a palmilha, e ainda na borracha reciclada usada para fazer as solas.

 10 anos de durabilidade
 
Os preços dos modelos da Green Boots, todos eles batizados com nomes de cidades europeias, variam entre os 89,5 euros e os 149,5 euros, conforme a escolha da pele e da sola. Um valor que pode ser considerado um investimento, uma vez que a durabilidade prevista ronda os 10 anos. Até porque a empresa utiliza “um processo de cosedura que faz com que o calçado possa ser ressolado”, explica Pedro Olaio.
 


Neste momento, é possível adquirir os modelos Green Boots no site oficial da marca em www.GreenBoots.pt, onde é possível customizar os pedidos escolhendo, por exemplo, o tipo de pele e a cor do forro, e também na loja “A Vida Portuguesa”, em Lisboa, e na “Coimbra Concept Store”. 
 
De resto, há que estar atento às novidades porque, como sublinha Pedro Olaio, no seio desta equipa, onde o “desenvolvimento e recuperação das nossas tradições são uma prioridade”, há sempre “projetos e ideias novas”.

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