Em Destaque Sociedade

Governo está a preparar soluções para o voto eletrónico para emigrantes

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, garante que o Governo está já a trabalhar "em soluções concretas" para concretizar o voto eletrónico para os emigrantes.
Versão para impressão
por redação

A confirmação foi dada na terça-feira, dia 24, um dia após a chegada à Assembleia da República (AR) petição “Também somos portugueses”. Os mais de 4600 subscritores reivindicam a simplificação do recenseamento e voto dos portugueses no estrangeiro. Defende o recenseamento eleitoral automático (quando é emitido o Cartão de Cidadão ou na sequência de uma alteração de morada), advoga o recenseamento via postal ou pela Internet e o voto eletrónico como alternativa ao voto presencial e por correspondência.

Augusto Santos Silva acrescentou que o voto eletrónico para as comunidades portuguesas no estrangeiro “faz parte do programa do Governo”. A medida, sublinhou, “contribui para minorar um problema que diminui a capacidade de participação eleitoral dos nossos emigrantes”. “Quando comparamos o número de votantes com o número de recenseados, a proporção é muito pequena. Quando comparamos o número de recenseados com o número de pessoas em condições de se recensear, a proporção é também pequena”, assinalou Santos Silva.

O ministro concluiu que o Governo “acompanha todos os esforços para incrementar o nível de participação eleitoral dos emigrantes portugueses, porque isso é a melhor maneira, em democracia, de reforçar a ligação de cada um de nós à comunidade nacional em que nós nos revemos”.

Depois de nas últimas eleições para a AR, Presidência da República e Conselho das Comunidades Portuguesas —, Paulo Costa, dirigente do grupo Migrantes Unidos, a residir em Londres, ter identificado diversos problemas que os residentes no estrangeiro enfrentam na hora de votar, decidiu levar a cabo a petição. Juntamente com outros emigrantes portugueses recolheu assinaturas no sentido de pressionar a revisão das leis eleitorais para os residentes no estrangeiro.

O abaixo-assinado vai ser discutido no plenário da Assembleia da República, depois de um processo de consultas e audições.

Atualmente, os portugueses residentes no estrangeiro têm que se deslocar ao consulado da área de residência para se registaram nos cadernos eleitorais. O voto nas eleições presidenciais e europeias é presencial nos consulados, enquanto nas legislativas é por correspondência. Nas últimas legislativas, em outubro de 2015, apenas 11,68% dos 242.852 eleitores inscritos votaram.

Comentários

comentários

PUB

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close