Negócios e Empreendorismo

Fundição de Évora exporta 90% do que produz

É mais um exemplo de que é possível contornar a crise e remar contra a maré. A Fundição de Évora, empresa nascida há 27 anos que produz peças em alumínio para o sector da iluminação, aumentou a faturação no último ano e já exporta 90% da produção.
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É mais um exemplo de que é possível contornar a crise e remar contra a maré. A Fundição de Évora, empresa nascida há 27 anos que produz peças em alumínio para o sector da iluminação, aumentou a faturação no último ano e já exporta 90% da sua produção. Os principais mercados são os europeus, especialmente o francês.
 
A companhia, que pertence aos grupos francês Aluthea e ao belga Schréder, foi fundada em 1986 em Évora para produzir peças injetadas em alumínio para o setor da iluminação exterior. 
 
O alumínio, depois de derretido em fornos de fusão a altas temperaturas, é injetado sob pressão em moldes de aço, formando as estruturas de luminárias e outras peças para as áreas agrícola, do mobiliário e dos eletrodomésticos. As peças são, depois, exportadas “para as diversas empresas do grupo Schréder para se fazer a montagem dos aparelhos”.
 
Em declarações à Lusa, a diretora comercial da Fundição de Évora, Maria do Rosário Raimundo, explica que “90% do produto [da Fundição de Évora] é para exportação”, sendo que “o grande mercado é o francês, com uma quota de cerca de 30%”.
 
Além de França, os produtos da empresa, instalada no Parque Industrial e Tecnológico de Évora, são também exportados para Espanha, Bélgica, Alemanha, Hungria e República Checa estando, atualmente, a “trabalhar estrategicamente para aumentar a percentagem da quota do mercado alemão”, desvenda.
 
“Fora da Europa, a percentagem é muito pequena”, acrescenta a responsável da empresa, que emprega 58 trabalhadores, salientando, no entanto, que são exportadas peças para o Brasil e a Colômbia e que, em Dezembro último, estas foram até enviadas, pela primeira vez, para a China. 

Faturação deve chegar aos 5,2 milhões de euros
 

De acordo com Maria do Rosário Raimundo, a empresa adotou uma “nova estratégia” desde 2006, quando o grupo Aluthea comprou dois terços do seu capital, passando a tentar “posicionar-se no mercado e diversificar os clientes e o sector de atividade”.
 
“O nosso grande sector é a iluminação”, mas “começámos a trabalhar para a área da medicina”, produzindo uma peça para “as macas de cirurgia”, e “estamos no mobiliário, no sector agrícola e nos eletrodomésticos”, realça a diretora comercial. 
 
O ano fiscal da empresa termina a 31 de março e Maria do Rosário Raimundo espera encerrá-lo com uma faturação de 5,2 milhões de euros, verba superior à atingida no ano anterior, que foi de 4,9 milhões. “Pouco a pouco, mas estamos a crescer”, congratula-se a responsável, que confessa que “o grande objetivo é chegar a 2015 com seis milhões de euros” de faturação.
 
Devido à atual crise, que tem feito “disparar” os preços da energia, a unidade fabril de Évora tem vindo a “racionalizar a produção” e a reduzir os stocks de matéria-prima e de produto acabado. Ainda assim, assegura, a fábrica “vai continuar a investir”, estando prevista a robotização de duas máquinas “para ganhar competitividade”.
 
Maria do Rosário Raimundo admite mesmo a possibilidade de uma expansão da fábrica alentejana, mas alerta que um futuro projeto “vai depender do próprio mercado e de para onde os clientes estão a caminhar”.

[Notícia sugerida por Pedro Sousa]

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