Saúde

Extrato de rosa mosqueta eficaz contra o cancro

O extrato de rosa mosqueta é capaz de reduzir o crescimento e a migração das células associadas a um dos tipos mais agressivos de cancro da mama: o triplo negativo. A substância tem também potencial para aumentar a eficácia da quimioterapia.
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O extrato de rosa mosqueta é capaz de reduzir o crescimento e a migração das células associadas a um dos tipos mais agressivos de cancro da mama: o triplo negativo. A descoberta é de uma equipa de cientistas norte-americanos, que concluiu, também, que a substância tem potencial para aumentar a eficácia da quimioterapia.
 
O cancro da mama triplo negativo, que afeta, maioritariamente, mulheres jovens, hispânicas e afro-americanas, é um dos mais difíceis de tratar, já que é resistente à maioria dos tratamentos e, mesmo em casos em que as pacientes entram em remissão, tende a haver reincidências, registando-se uma taxa de mortalidade nos primeiros três anos superior à de outros tipos de cancro mamário. 
 
A necessidade de encontrar um tratamento alternativo para esta doença oncológica motivou um grupo de investigadores da North Carolina Agricultural and Technical State University, uma universidade norte-americana, a estudar o potencial da rosa mosqueta.
 
No âmbito do estudo, cujos resultados foram apresentados em Março durante uma conferência internacional da American Society for Pharmacology and Experimental Therapeutics (ASPET), os cientistas “trataram” culturas de células com cancro da mama triplo negativo com diversas concentrações de extrato de rosa mosqueta.
 
A exposição à mais elevada concentração deste extrato (1,0mg/ml) traduziu-se numa redução de 50% na proliferação de células cancerígenas associadas à doença, um efeito que se foi enfraquecendo com a redução da quantidade do extrato administrada.  
 
Além disso, o extrato aumentou, também, a potência de um fármaco utilizado, tradicionalmente, na quimioterapia, para tratar o cancro da mama (o 'doxorubicin'), o que sugere que este composto pode ser benéfico enquanto solução adicional no regime de tratamento de pacientes com esta patologia.
 
A equipa acredita que estes benefícios estão associados à redução de duas enzimas, a MAPK e a Akt, que promovem o crescimento do cancro da mama triplo negativo e que são dois dos alvos do extrato de rosa mosqueta, que, por ser natural, não apresenta efeitos secundários. 
 
“A minha esperança é que os estudos que temos realizado em culturas de células, a par de futuras investigações em modelos animais, conduzam à recomendação do uso do extrato de rosa mosqueta como medida preventiva do cancro da mama ou como uma alternativa adicional aos atuais tratamentos”, afirma Patrick Martin, principal autor do estudo, num comunicado divulgado pelo portal ScienceDaily.
 
Para o professor da North Carolina Agricultural and Technical State University, “seria fantástico poder dizer: tome, diariamente, este comprimido para prevenir ou tratar o cancro da mama”. “[O extrato de rosa mosqueta] é um produto natural e que nós constatámos ser muito eficaz”, finaliza o cientista.

Notícia sugerida por Maria da Luz

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