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EUA: Mãe reencontra filho após 67 anos

Só aos 94 é que a norte-americana Emma Rymes reencontrou o seu filho, Robert Fainelli, que não via desde que a criança tinha seis anos, altura em que foi raptada pelo pai.
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Só aos 94 é que a norte-americana Emma Rymes voltou a reencontrou o seu filho, Robert Fainelli, que não via desde que a criança tinha seis anos, altura em que foi raptada pelo pai. Robert e a mãe há muito que já tinham perdido a esperança de se voltarem a ver.

Passaram quase sete décadas desde que Emma se separou do seu marido e se mudou para a California. O filho, Robert, tinha na altura seis anos, e os pais acordaram que, quando Emma estivesse instalada, o pai enviaria o rapaz para viver com ela. O compromisso nunca foi cumprido por parte do ex-marido.

“Não imaginam quantos anos pensei nele e tentei encontrá-lo, mas nunca consegui”, disse Emma ao jornal californiano Daily Press. O que Emma não sabia era que também Robert a tinha procurado desde o dia em que completou 30 anos, sem sucesso.

Padre “detetive” encontrou Robert na internet

O reencontro tardio foi possível depois da cunhada de Emma, Mary Fantino, ter pedido a ajuda do padre da sua comunidade, Nicholas Carpenter, que conseguiu localizar e contactar Robert.

“Fui para o computador e entrei nos motores de busca, apenas para tentar encontrar o seu nome”, explicou Carpenter. “Consegui fazê-lo relativamente rápido”.

Robert Fainelli, agora com 73 anos, recebeu uma carta do padre com o número de telefone de Emma, sem que ela tivesse conhecimento.

Dois dias depois de a carta ter sido enviada, Fainelli telefonava para Mary Fantino, que finalmente contou as novidades a Emma.

“Estava no carro quando a minha cunhada me contou”, conta Emma. “Ela disse “encontrei o teu filho” e eu fiquei em êxtase”.

“Foi o melhor Dia da Mãe de sempre”

“Ele disse que me procurava há 45 anos e que ainda se lembrava de mim como eu era na altura”, diz sobre o primeiro telefonema do filho. “Ele tinha quase perdido a esperança porque sabia que a minha idade era avançada e que eu já poderia ter morrido”, acrescenta.

Na Páscoa encontraram-se os dois pela primeira vez em 67 anos. Estão agora a habituar-se ao facto de poderem ligar um ao outro sempre que precisam, e sobretudo, Emma está a adaptar-se a uma família mais alargada.

“Tinha perdido quase toda a minha família e pensava que estava sozinha”, confessa. “Agora tenho um filho, netos e bisnetos. Este foi o melhor Dia da Mãe de sempre” (nos EUA, o Dia da Mãe é comemorado no segundo domingo de Maio).

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