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Estudar em Harvard ou Stanford online e sem custos

Se quiser enriquecer o currículo, avançar na carreira ou simplesmente alargar os seus conhecimentos saiba que já pode frequentar cursos com a chancela das mais prestigiadas universidades do mundo de forma totalmente gratuita e através da Internet.
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Se quiser enriquecer o currículo, avançar na carreira ou simplesmente alargar os seus conhecimentos saiba que já pode frequentar cursos com a chancela das mais prestigiadas universidades do mundo de forma totalmente gratuita e através da Internet. O ensino online está a popularizar-se e há cada vez mais plataformas a torná-lo possível, atraindo milhões de estudantes que assim podem aprender sem sair de casa.
 
Embora não seja totalmente nova, esta alternativa de formação só começou a conquistar, este ano, um número mais significativo de adeptos, prometendo constituir-se como uma verdadeira revolução face ao ensino pago e presencial. 
 
O aumento do interesse foi alimentado, precisamente, em 2012, pelo surgimento das propostas criadas pelas instituições de ensino de maior renome a nível internacional, como a Universidade de Stanford, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) ou a Universidade de Harvard, nos EUA. Para já, os alunos maioritariamente norte-americanos, brasileiros e indianos, mas o interesse tem chegado de centenas de países.

Aulas online com professores de topo sem quaisquer custos
 

Um dos exemplos mais notáveis no que respeita à oferta de cursos online é a Coursera, plataforma que arrancou em Janeiro pela mão de Daphne Koller e Andrew Ng, dois professores de Ciências da Computação da Universidade de Stanford.
 
Contando com parceiros “de peso” como as universidades de Michigan, Princeton ou Pennsylvania e, mais recentemente, a Universidade de Columbia, esta plataforma disponibiliza mais de 40 cursos gratuitos em diversas áreas, desde as Humanidades à Medicina, passando pela Economia e as Ciências da Computação.
 
Hoje, a Coursera conta com quase um milhão e 800 mil alunos inscritos; o sucesso foi tal que a plataforma atingiu o milhão de estudantes num período de tempo inferior ao que o Facebook, “fenómeno” das redes sociais, levou para alcançar a mesma quantidade de utilizadores. Os alunos são oriundos de um total de 196 países, sendo que cerca de um terço é natural dos EUA, do Brasil e da Índia.
 
Para começar a aprender, os interessados têm apenas de se registar (um processo que leva menos de um minuto), selecionando o curso, consoante o tema, a duração, a universidade ou a data de início, e, após serem aceites, têm acesso a várias aulas explicativas em formato vídeo, divididas por capítulos, apoio quase imediato dos professores e hipótese de realizar trabalhos em grupo – tudo sem gastar um cêntimo.
 
Porém, esta está longe de ser a única opção disponível. Outra hipótese é, por exemplo, a Udacity, criada por um grupo de professores da Universidade de Stanford que dizem acreditar que “a educação de nível universitário pode ser, simultaneamente, de alta qualidade e baixo custo”.
 
Esta plataforma, que ao fim de poucas semanas de existência contou, na primeira aula (de Introdução à Inteligência Artificial), com 160 mil estudantes de mais de 190 países, oferece cursos fundamentalmente associados às áreas da engenharia, do software, das ciências de computação e programação e da estatística. 
 
Portais oferecem acesso a conteúdos curriculares completos
 
Entretanto, sugiram também, na Internet, outros portais destinados à partilha gratuita dos conteúdos curriculares lecionados no âmbito dos mais variados cursos de universidades como Harvard ou MIT, que podem ser acedidos por curiosos de todo o mundo.
 
Entre estes portais está o edX, resultante de uma parceria anunciada entre estas duas instituições que, como o Boas Notícias adiantou em Maio, tem por objetivo criar uma “comunidade global de estudantes online”.
 
Na base do funcionamento desta plataforma tecnológica está a ideia de uma “grande sala de aula”, desenhada para oferecer versões online dos cursos das duas universidades através de vídeos e questionários e com “feedback” imediato dos professores ou laboratórios
 
Outro exemplo deste conceito é o MIT OpenCourseWare, uma plataforma que, “embora não garanta qualquer grau académico”, permite que cada um aprenda ao seu ritmo e de forma independente, sendo construída através da publicação dos materiais utilizados para “apoiar as interações dinâmicas em sala de aula” pelos docentes daquela instituição.
 
Os materiais disponibilizados resultam das aulas de cursos tão díspares como Aeronáutica, História, Engenharia de Materiais, Literatura e Línguas Estrangeiras, Química ou Ciências Planetárias, pode ler-se no site.
 
De referir ainda que a ideia está a alargar-se também à comunidade hispânica, como comprova o lançamento da UNED Abierta, uma plataforma idêntica lançada, prioritariamente, para os falantes de língua espanhola que, numa fase inicial, está já a oferecer, sem custos, um curso de comércio eletrónico e outro de “Open Data”.

[Notícia sugerida por Alexandra Maciel]

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