Ambiente

Espaços verdes melhoram bem-estar dos citadinos

As pessoas que vivem em cidades com maiores espaços verdes gozam de um maior bem-estar do que as que habitam áreas urbanas sem parques ou jardins, concluiu um novo estudo britânico.
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As pessoas que vivem em cidades com maiores espaços verdes gozam de um maior bem-estar do que as que habitam áreas urbanas sem parques ou jardins. A conclusão é de um novo estudo britânico, que revela que os benefícios da convivência com a Natureza são quase tão significativos como, por exemplo, os de se estar casado ou se ter um emprego.
 
Uma equipa de investigadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, analisou dados de um inquérito nacional que acompanhou os agregados domésticos britânicos ao longo do tempo e constatou que os indivíduos com menores sinais de stress e com maior satisfação em relação às suas vidas são os que vivem junto de áreas mais verdes. 
 
O mais significativo para os especialistas, coordenados por Mathew White, foi, no entanto, o facto de esta associação dos espaços verdes à qualidade de vida se manter mesmo quando se verificaram alterações na vida dos indivíduos inquiridos ao nível do trabalho, do estado civil, da saúde física e do tipo de habitação.
 
“Descobrimos que viver numa área urbana com níveis relativamente elevados de espaços verdes pode ter um impacto positivo muito significativo no bem-estar, que equivale a cerca de 1/3 dos benefícios de se estar casado e a perto de 1/10 dos benefícios de se ter um emprego”, explica White em comunicado. 
 
Os resultados mostraram, portanto, destacam os investigadores, que, mesmo quando comparado com outros fatores que contribuem para a satisfação pessoal, o facto de se viver numa cidade com muitos espaços verdes apresenta vantagens para o bem-estar de cada um.
 
“Este tipo de comparação é importante para as pessoas que têm a responsabilidade de decidir compreenderem que vale a pena investir os escassos recursos públicos no desenvolvimento ou manutenção de parques graças ao custo-benefício favorável que este investimento tem”, acrescenta o coordenador do estudo. 
 
O novo estudo, publicado na revista científica Psychological Science, não prova que mudar de casa e passar a viver numa área mais verde cause, necessariamente, um aumento da felicidade, mas 'encaixa' com os resultados de investigações experimentais anteriores que revelaram que passar tempo na Natureza melhora o humor e o desempenho cognitivo.
 
Mesmo que os benefícios possam ser pequenos para uma pessoa a nível individual, Mathew White acredita nos potenciais efeitos positivos dos espaços verdes a um nível mais global, ou seja, para toda a sociedade, efeitos esses que podem ser substanciais.
 
“O trabalho que desenvolvemos pode ajudar psicólogos, responsáveis pela saúde pública e planeadores urbanos interessados em saber mais sobre os efeitos que este planeamento pode ter na saúde e bem-estar da população”, conclui o investigador. 
 
Clique AQUI para saber mais sobre este estudo. 

Notícia sugerida por Carla Neves e Patrícia Guedes

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