Ciência

ESO fotografa maternidade estelar a 6.000 anos-luz

O Observatório Europeu do Sul (ESO) acaba de divulgar aquela que "pode bem ser a imagem mais nítida alguma vez obtida" da Nebulosa do Camarão, uma enorme maternidade estelar localizada a cerca de 6.000 anos-luz da Terra.
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O Observatório Europeu do Sul (ESO) acaba de divulgar aquela que “pode bem ser a imagem mais nítida alguma vez obtida” da Nebulosa do Camarão, uma enorme maternidade estelar localizada a cerca de 6.000 anos-luz da Terra, captada com recurso ao VLT Survey Telescope no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. 
 
Em comunicado, o ESO explica que esta imagem mostra estrelas quentes recém-nascidas aninhadas entre as nuvens que compõem a nebulosa da constelação do Escorpião,que se carateriza por ser “uma extensa região cheia de gás e poeira escura”. 
 
É no seio das nuvens de gás que se produzem as jovens estrelas brilhantes e quentes, que, na luz visível, aparecem com uma cor azul-esbranquiçada. Trata-se de uma região particularmente importante do céu já que ali se formou no decorrer dos últimos milhões de anos, um grande número de estrelas, tanto individualmente como em enxames.
 
No entanto, e apesar de cobrir uma área de 250-anos luz de dimensão, o equivalente a quatro vezes a Lua Cheia, a Nebulosa do Camarão “tem sido frequentemente neglicenciada pelos observadores” por ser “tão ténue e também porque a maioria da sua radiação é emitida a comprimentos de onda para os quais o olho humano não é sensível”. 
 
Neste “retrato” estelar agora dado a conhecer é possível observar “um grande enxame estelar disperso chamado Collinder 316” e ainda muitas estruturas escuras ou cavidades de onde o material interestelar foi 'afastado' pelo sopro dos ventos poderosos gerados pelas estrelas quentes da vizinhança, descreve o comunicado.
 
Segundo o ESO, a imagem, pelo VST (VLT Survey Telescope), o maior telescópio do mundo concebido para  mapear o céu em radiação visível, é um mosaico composto a partir de duas imagens individuais e é uma das maiores imagens simples já divulgadas pelo Observatório até hoje, com uma largura de 24.000 pixels. 
 
A captação desta imagem insere-se no âmbito de um rastreio público de uma grande parte da Via Láctea, denominado VPHAS+, que está a utilizar o poder do VST para procurar novos objetos desconhecidos, tais como estrelas jovens e nebulosas planetárias.
 
Além disso, o rastreio fornecerá também “as melhores imagens jamais obtidas de muitas das enormes regiões de formação estelar brilhantes”, como é o caso da que foi recentemente apresentada.

Clique AQUI para ver em pormenor a imagem desta “maternidade estelar”. 

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