Saúde

Esclerose múltipla: Novo medicamento mais eficaz

O medicamento "alemtuzumabe", normalmente utilizado para tratar a leucemia, provou ser eficaz no combate à esclerose múltipla, diminuindo a ocorrência de novas crises e reduzindo a atrofia cerebral.
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O medicamento “alemtuzumabe”, normalmente utilizado para tratar a leucemia, provou ser eficaz no combate à esclerose múltipla, diminuindo a ocorrência de novas crises e reduzindo a atrofia cerebral. O estudo foi desenvolvido pela Universidade de Cambridge e os resultados publicados na quinta-feira passada, na revista The Lancet.

De acordo com o estudo, coordenado pelo cientista Alasdair Coles, esta droga é mais eficaz do que os medicamentos utilizados até agora para controlar a esclerose múltipla, pois reduz a incidência de novas escleroses nas fibras nervosas do cérebro, que causam as atrofias cerebrais e as crises.

Para este estudo foi analisado um grupo de 1.421 pessoas portadoras desta doença, com idades compreendidas entre os 18 e 55 anos. A amostra para esta pesquisa foi dividida em pacientes que já tinham sido submetidos a algum tratamento para doença e pacientes que nunca tinham feito qualquer terapia.

Na fase dos testes clínicos verificou-se que os pacientes que faziam o tratamento para esta patologia mas continuavam a manifestar crises, após ingestão do “alemtuzumabe” registaram uma quebra das crises de quase 50% comparativamente com os resultados do medicamento utilizado para conter esta doença, o interferon beta-1a (Rebif).

Para os doentes que nunca efetuaram qualquer tipo de tratamento, os resultados da utilização do “alemtuzumabe” foram semelhantes observando-se uma diminuição significativas das crises.

Para além destes resultados, verificou-se que ao fim de dois anos, 65% dos doentes não tiveram nenhuma crise enquanto tomavam este medicamento, enquanto no grupo que recebeu outro medicamento este valor foi de 47%.

Apesar dos benefícios desta droga e do seu grau de eficácia, Alasdair Coles ressalva que este medicamento pode ter efeitos secundários como o aparecimento de outras doenças auto-imunes, sendo que, 20% dos pacientes desenvolveram uma doença autoimune da tiróide. Uma situação que os médicos esperam contornar através de uma alta monitorização.

Clique AQUI para aceder ao estudo.

[Notícia sugerida por Carla Neves]

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