Sociedade

Ecopark de Bragança quer criar 500 empregos

A Câmara de Bragança pretende criar, nos próximos 10 anos, quase 500 postos de trabalho qualificado e atrair mais de cem empresas para um parque tecnológico sustentável, o Brigantia Ecopark, cuja primeira fase de construção foi adjudicada na quinta
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A Câmara de Bragança pretende criar, nos próximos 10 anos, quase 500 postos de trabalho qualificado e atrair mais de cem empresas para um parque tecnológico sustentável, o Brigantia Ecopark, cuja primeira fase de construção foi adjudicada na quinta-feira.

Bragança quer fazer deste parque tecnológico, a ser trabalhado desde 2004, um “projeto âncora”, oferecendo um espaço para acolher empresas e desenvolver investigação nas áreas do ambiente, energia, ecoconstrução e ecoturismo.

A primeira fase da obra corresponde à construção do edifício central multifuncional que servirá de incubadora de empresas, terá espaço para a instalação de empresas e laboratório de investigação e desenvolvimento.

Esta fase representa um investimento de 6,3 milhões de euros e deverá estar concluída dentro de um ano e meio, correspondendo à maior parte do investimento global previsto de 9,5 milhões de euros, que contempla a construção, numa segunda fase, de mais infraestruturas para acolher empresas.

O projeto global implicará um investimento superior a 19 milhões de euros comparticipados em 80 por cento pelo FEDER (Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional.

Parque tecnológico com consciência sustentável

Duas das preocupações essenciais na execução do projeto são, de acordo com o comunicado da Câmara Municipal de Bragança , “a eficiência energética e a sustentabilidade”.

Por isso, a primeira fase da construção vai ter em conta “o aproveitamento das energias solar, térmica, fotovoltaica e geotérmica”. Vão ser ainda instalados um sistema de aproveitamento de águas e equipamentos de gestão de resíduos sólidos. Outra das medidas sustentáveis é a “limitação de circulação motorizada ao indispensável” e a plantação de espécies autóctones no espaço.

“Perspetivamos criar 110 empresas e 480 postos de trabalho”

O presidente da Câmara, Jorge Nunes, explicou que o projeto faz parte do Parque de Ciência e Tecnologia de Trás-os-Montes e Alto Douro que engloba, além do de Bragança, o Régia-Douro Park, em Vila Real.

A concretização do parque resulta de uma parceria entre as câmaras de Vila Real e Bragança, o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a PortusPark.

Paulo Piloto, docente do IPB, foi nomeado como diretor executivo do Brigantia Ecopark e encara-o, de acordo com a Agência Lusa, como “uma infraestrutura para a produção de ciência e aplicação de base tecnológica”, mas, sobretudo para “gerar conhecimento e aplicá-lo ao serviço da comunidade, em parceria com o setor empresarial”.

“Perspetivamos criar, num prazo de dez anos, 110 empresas e 480 postos de trabalho, o que significa muito emprego e, sobretudo muito qualificado”, disse.

O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, disse também à Agência Lusa que este será “o grande desafio do politécnico para os próximos anos”. Defende ser já necessário começar “a angariar as empresas que possam dar vida ao Brigantia Ecopark”.

Já o autarca de Bragança admite que o atual momento do país “não é favorável a grandes ousadias”, mas acredita que “é também nos momentos de crise que se impõem as soluções mais inovadoras”.

“Vamos trabalhar para alcançar os objetivos a 100 por cento, mas se cumprirmos 60 por cento é bom”, afirmou, acrescentando que este projeto está pensado para “o mercado global e não apenas regional”.

[Notícia sugerida por Patrícia Guedes]

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