E-learning – Testar e desenvolver boas práticas

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Desde o ensino básico, passando pelo secundário e até chegarmos ao ensino superior, a implementação das TIC é uma constante.

O e-Learning Lab da Universidade de Lisboa (ULisboa) pode ser apontado como um bom programa de aplicação de formação em e-learning nas universidades.

Este laboratório, constituído em 2010, tinha por missão desenvolver iniciativas de integração de tecnologias digitais, ambientes online e recursos nas práticas letivas das várias Escolas da antiga Universidade de Lisboa (ULisboa).

Captura de ecrã 2016-08-23, às 15.23.35Inicialmente, os objetivos estratégicos do e-Learning Lab da ULisboa passaram pela promoção da inclusão digital e pelo acesso ao conhecimento, através de mecanismos tecnológicos adaptados às diferentes necessidades dos estudantes, bem como o desenvolvimento de competências digitais e o recurso às tecnologias de vanguarda no suporte ao ensino.
Durante os primeiros três anos de atividade, a equipa do e-Learning Lab realizou 115 workshops com um total de 909 participantes. Foram formados, na maioria, docentes e investigadores nas áreas de tecnologias digitais e conceção de cursos online que pudessem lograr com a utilização da plataforma Moodle – o learning management system (sistema de gestão académica) adotado na Universidade de Lisboa.

Em 2014, após a fusão da Universidade Técnica com a Universidade de Lisboa, que deu origem à atual ULisboa, foram definidas novas metas para o e-Learning Lab.

A Carta de Missão surgiu como documento orientador deste laboratório. Nela foi manifestada a necessidade de adotar uma política capaz de naturalizar o uso das tecnologias digitais nas práticas de ensino de toda a universidade. A partir deste momento, houve uma aposta na criação de conteúdos multimédia e interativos e na implementação de cursos em regime híbrido (blended learning ou b-learning) ou totalmente a distância.

Captura de ecrã 2016-08-23, às 15.23.41Sem esquecer o importante trabalho de integração das tecnologias digitais nas práticas docentes, as formações presenciais e a distância foram continuadas.

“Inovação pedagógica e tecnologias digitais”, “Pedagogia do e-learning” e “Ferramentas de suporte ao e-learning” são as temáticas predominantes dos cursos disponibilizados, exclusivamente, aos professores e investigadores da ULisboa.

Dentro da oferta totalmente a distância, o e-Learning Lab realizou o primeiro MOOC (Massive Open Online Course) da Universidade de Lisboa – Desenvolvimento de Conteúdos Acessíveis – que teve 593 inscrições.

De assinalar ainda que, no ano letivo 2014/2015, o eLab lançou um desafio às 18 Escolas da ULisboa, criando o projeto “Uma Escola, Uma Iniciativa de e-learning”. Pretendia-se estimular a definição de ações específicas na área de e-learning que correspondessem a uma necessidade específica de cada entidade. Do programa resultaram “algumas iniciativas que neste momento estão em curso, tais como: a Pós-graduação e Aperfeiçoamento em Cosmetologia Avançada, oferecida em b-learning pela Faculdade de Farmácia; e o curso de curta duração Français pour professionnels de la santé, oferecido pelo Centro de Línguas da Faculdade de Letras”, realizado totalmente a distância.

A equipa do eLab da ULisboa constata que este tipo de ações pode contribuir para “a flexibilidade temporal e espacial no acesso aos conteúdos, a racionalização de recursos ao longo do tempo, a captação de novos públicos e de antigos estudantes numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, e o rompimento das fronteiras geográficas e estímulo à internacionalização institucional.Captura de ecrã 2016-08-23, às 15.23.58

De incentivo público, o programa Ambientes Educativos Inovadores, da Direção-Geral de Educação, tem sido implementado em diversas escolas nacionais.

Mais conhecido como Salas de Aula do Futuro (SAF), pretende formar laboratórios de aprendizagem e espaços de inovação para professores e alunos.

Estes novos espaços, inspirados no projeto Future Classroom Lab, desenvolvido pela European Schoolnet – organização sediada em Bruxelas e que reúne 30 Ministérios da Educação, com o objetivo de colocar a inovação no ensino e aprendizagem – têm sido criados em toda a Europa e em Portugal também.

Dos dez agrupamentos escolares em que já estão em funcionamento, o agrupamento de Escolas de Alcanena foi o primeiro a adotar o novo sistema.

No entanto, a i9 magazine traz o exemplo do EduFor Innov@tive Classroom Lab. Esta foi a primeira Sala de Aula do Futuro da região centro e norte, inaugurada a 10 de maio.

É um projeto do Centro de Formação EduFor – Centro de Formação de Associação de Escolas dos concelhos de Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo, Sátão e Vila Nova de Paiva – com sede na Escola Secundária Felismina Alcântara de Mangualde.

Segundo José Miguel Sousa, diretor do EduFor, o facto de as duas salas de aula integrarem as seis áreas previstas no Future Classroom Lab, e que são: criar, desenvolver, investigar apresentar, partilhar e interagir, torna o EduFor Innov@tive Classroom Lab no projeto mais completo do país.

A sala de aula, análoga à sala original existente na European Schoolnet, inclui quadros interativos e os portáteis Magalhães, mas também as mais recentes tendências como kits de robótica e uma parede interativa para trabalho colaborativo.

Até ao momento, já passaram pela sala mais de 500 pessoas, em visita ou em formação.Captura de ecrã 2016-08-23, às 15.24.07

O EduFor Innov@tive Classroom Lab é usado principalmente para a formação dos professores que lecionam nas escolas associadas do projeto, “embora esteja prevista a sua utilização por alunos em contexto de sala de aula (currículo normal e com necessidades educativas especiais)” e por outros docentes nacionais e estrangeiros.

Sendo um Ambiente Educativo Inovador, para José Sousa, o EduFor Innov@tive Classroom Lab “desafia os utilizadores e os visitantes a repensar o papel da pedagogia, do design e da tecnologia nas suas salas de aula. Envolve professores e alunos, diversos parceiros empresariais e outros intervenientes educativos (…) no sentido de desenvolver visões sobre a Escola do Futuro e estratégias para as concretizar”. E acrescenta ser necessário procurar as últimas tendências, sem esquecer que as novas metodologias e a mudança das práticas para estarmos sintonizados com as chamadas competências do séc. XXI também são fundamentais, apesar de estas não serem “apenas tecnológicas, ao contrário do que se pensa”.

// elearning.ulisboa.pt

// www.icl.edufor.pt

O conteúdo E-learning – Testar e desenvolver boas práticas aparece primeiro em i9 magazine.

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