Ciência

É já este domingo que a “Super Lua” ilumina os céus

Na noite do próximo domingo vai valer a pena olhar para o céu com mais atenção: é noite de "Super Lua", um fenómeno que só voltará a repetir-se, nas mesmas condições, daqui a 18 anos.
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Na noite do próximo domingo vai valer a pena olhar para o céu com mais atenção: é noite de “Super Lua”, ou seja, a Lua Cheia vai estar maior e mais brilhante do que o habitual, um fenómeno que, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), só voltará a repetir-se, nas mesmas condições, daqui a 18 anos.
 
Este “espetáculo” lunar acontece uma vez por ano, quando a fase de Lua Cheia ocorre perto do perigeu, o ponto da órbita da Lua mais próximo da Terra, o que torna o satélite natural do nosso planeta maior e mais brilhante. No entanto, no domingo, o tamanho e brilho serão ainda maiores.
 
De acordo com explicações dadas à agência Lusa pelo diretor do OAL, Rui Agostinho, tal deve-se ao facto de a Lua Cheia estar, nessa noite, mais perto do perigeu orbital, a 21 minutos de distância, pelo que uma “Super Lua” semelhante só voltará a acontecer dentro de quase duas décadas. 
 
Segundo o OAL, a Lua Cheia vai apresentar um tamanho 14% maior e será 30% mais brilhante do que a Lua Cheia no apogeu, o ponto da órbita da Lua mais distante da Terra. Embora sem estas caraterísticas, a Lua Cheia voltará também a estar mais próxima do perigeu no próximo ano, mas numa data diferente: 10 de Agosto, visto que a órbita lunar não é constante, assumindo a forma de uma elipse. 

OAL organiza sessão de observação gratuita da “Super Lua”
 

No domingo, a “Super Lua” poderá, como é habitual, ser vista a olho nu, mas o uso de binóculos e telescópios pode proporcionar uma observação mais detalhada. Além disso, o Observatório Astronómico de Lisboa vai organizar, a partir das 20.30h, uma sessão especial de observação, com entrada livre. 
 
Rui Agostinho esclarece que, no momento em que a “Super Lua” estará mais próxima do horizonte, o tamanho da Lua visto pelos nossos olhos será maior do que efetivamente é, ou seja, não é o real. “É um efeito ótimo, uma construção do cérebro”, realça o diretor do OAL. 
 
Visto que, nesta fase, a Lua está totalmente iluminada, os curiosos vão poder ver, com a ajuda de um telescópio, as crateras, os vales, os mares e as montanhas, embora certos detalhes à superfície, como a sombra projetada das montanhas na Lua, na transição de iluminada para escura, só possam ser observados na fase de Quarto Crescente, conclui o responsável. 
 
Se o céu estiver limpo, a “Super Lua” poderá ser visível em Portugal entre as 21:06h (hora de Lisboa), quando nasce, e as 06:14h de segunda-feira, quando se põe.

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