Saúde

Dor: Investigadores nacionais recebem 15.000 euros

Investigadores portugueses foram distinguidos pela Fundação Grünenthal devido a estudos desenvolvidos na área da dor. Cada grupo de investigadores recebeu um prémio avaliado em 7.500 euros, nas duas categorias existentes.
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A influência da dor na aprendizagem e na memória e a gestão e avaliação da dor em doentes com Alzheimer foram as duas investigações portuguesas premiadas pela Fundação Grünenthal. Cada grupo de investigadores recebeu um prémio de 7.500 euros.

Um dos dois prémios principais, no valor de 7.500 euros, foi atribuído a uma investigação que estabeleceu uma relação entre a dor prolongada e dificuldades de aprendizagem ou de memorização. 

Hélder Cruz, Margarida Dourado, Clara Monteiro, Mariana Matos e Vasco Galhardo, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Instituto de Biologia Molecular e Celular, foram os autores do estudo.

“De futuro, estes resultados poderão ajudar a compreender como a dor interage com outros circuitos do cérebro de forma a reverter essas perturbações”, acrescenta Hélder Cruz.

A investigação “Dor em Doença de Alzheimer: pesquisa de um biomarcador para solucionar o problema da sua subavaliação”, foi premiada pela Fundação Grünenthal na categoria de Investigação Clínica. Miguel Castanho, Sónia Sá, Isaura Tavares e Sara Matos Santos foram os investigadores que integraram o estudo, galardoado também com um prémio no valor de 7.500 euros.

Esta investigação contribuiu para o estudo da substimação da Dor e consequente sofrimento em pacientes que sofrem de Alzheimer, sendo que estes têm em dificuldade em expressar-se relativamente àquilo que sentem, em comparação com indivíduos considerados saudáveis.

“É urgente conseguir um método de medir suscetibilidade à Dor que não passe apenas pela queixa do doente”, refere Miguel Castanho, investigador principal do estudo vencedor na categoria de Investigação Clínica.

O investigador acrescenta, ainda, que o estudo em questão “identifica uma molécula analgésica que no futuro poderá contribuir para o entendimento da relação entre Dor crónica e Doença de Alzheimer, além de ser ela própria candidata a molécula que em análises clínicas pode servir de indicador objetivo de suscetibilidade à dor”.

10 por cento da população com lombalgia crónica 

Para além dos prémios atribuídos a estes dois estudos a Fundação  Grünenthal atribuiu ainda uma menção honrosa ao trabalho “Lombalgia crónica: consumo de analgésicos e outros modeladores da dor na população adulta portuguesa – resultados de um estudo de base populacional (EpiReumaPt)” na área da investigação clínica.

A portuguesas Nélia Gouveia, autora do estudo, é  membro da Equipa EpiReumaPt/ Sociedade Portuguesa de Reumatologia e do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da NOVA Medical School/Universidade Nova de Lisboa. O estudo revelou que cerca de 10.4% da população portuguesa sofre de lombalgia crónica, sendo que 71.4% são mulheres.

“Além dos aspetos referidos concluiu-se também que a lombalgia crónica é uma condição que provoca pior qualidade de vida e um grau elevado de incapacidade, em idades profissionalmente ativas o que, por consequência, afeta os níveis de produtividade dos indivíduos, podendo levar a reformas antecipadas, e acarreta também elevados consumos em saúde”, explica a investigadora em comunicado enviado ao Boas Notícias.

Desde 1999 que a Fundação Grünenthal, instituição sem fins lucrativos que se interessa pela temática da dor e respetivo tratamento, atribui prémios a investigações que contribuem para o atenuar deste problema. Os prémios serão entregues numa cerimónia oficial que decorre dia 01 de Julho na Fundação Calouste Gulbenkian.

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