Saúde

Disfunção erétil: Teste luso pode melhorar tratamento

Investigadores portugueses estão a trabalhar no desenvolvimento de uma nova arma de diagnóstico da disfunção erétil, que poderá contribuir para a personalização do tratamento e, consequentemente, para a revolução da sua eficácia a nível mundial.
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Investigadores portugueses estão a trabalhar no desenvolvimento de uma nova arma de diagnóstico da disfunção erétil, que poderá contribuir para a personalização do tratamento e, consequentemente, para a revolução da sua eficácia a nível mundial. O trabalho foi apresentado recentemente no Congresso Europeu de Andrologia, que decorreu na cidade italiana de Milão.
 
A solução – uma simples análise de sangue periférico – está a ser desenvolvida por especialistas do Centro de Urologia da Imagem Médica da Lapa e da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto e permite determinar a presença de substâncias moleculares envolvidas na génese da doença, o que pode “predizer o sucesso ou insucesso de determinado fármaco” no tratamento. 
 
Segundo os investigadores, esta análise ao sangue torna possível “adequar a cada doente o melhor esquema de tratamento”, conseguindo-se prever a resposta de cada um aos vários fármacos disponíveis e, ao mesmo tempo, otimizar e personalizar a terapia.
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, Fábio Almeida, do Centro de Urologia da Imagem Médica da Lapa, explica que o novo método de determinação química das substâncias resultantes do stress oxidativo possibilita tirar conclusões acerca dos níveis de radicais livres oxidativos presentes no organismo, que diminuem a eficácia dos medicamentos usados para tratar a patologia. 
 
“A eliminação destas substâncias tóxicas é fundamental para o sucesso destas terapêuticas”, o que, neste momento, “só é possível a nível académico e investigacional”, realça a equipa envolvida neste estudo, cujos resultados preliminares foram apresentados no Congresso da Associação Europeia de Urologia em Milão e que, inclusive, já valeram um prémio ao grupo de trabalho.
 
De acordo com os cientistas, os resultados são “bastante promissores, porque, ao identificarem um marcador de lesão que provoca a doença”, obtém-se “indicação de quem vai responder ou não a determinada terapêutica”. 
 
Os investigadores garantem que este é “sem dúvida, um passo importante para o tratamento personalizado da disfunção erétil”, com uma mais elevada taxa de sucesso e menos despesas para os doentes, visto que os custos do tratamento são elevados e, desta forma, é possível diminuir “o desperdício de tempo e dinheiro”.

Os doentes interessados podem usufruir deste novo método para garantir o sucesso do tratamento da disfunção erétil de forma completamente gratuita se aceitarem participar no referido estudo no Centro de Urologia da Imagem Médica da Lapa, adianta o comunicado.

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