Saúde

Descobertas “células beges” que queimam gordura

Cientistas norte-americanos acabam de anunciar a descoberta de um novo tipo de células que ajudam a perder peso. Estas células surgem a partir da própria "gordura má" e ajudam o organismo a queimar calorias.
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Cientistas norte-americanos acabam de anunciar a descoberta de um novo tipo de células que ajudam a perder peso. Estas células surgem a partir da própria “gordura má” e ajudam o organismo a queimar calorias.

A equipa do Instituto Dana-Farber Cancer conseguiu isolar uma nova célula capaz de queimar calorias, batizada como “gordura bege”. Os investigadores acreditam que estas células podem vir a ser usadas no combate e no tratamento da obesidade, sobretudo em adultos.

A investigação, publicada esta semana no site da revista Cell, descreve a descoberta, no organismo dos adultos, de uma nova classe de gordura “boa” que nunca tinha sido identificada. Ao contrário da gordura branca e “má”, em vez de transformarem as calorias em massa adiposa, estas células – que se encontram espalhadas perto da espinha e da clavícula – simplesmente queimam as calorias indesejáveis.

Esta gordura tem, assim, um funcionamento semelhante ao da já conhecida gordura castanha (que também queima calorias), no entanto, estes cientistas dizem que as células beges são mais fáceis de ativar e é essa característica que as torna interessantes em termos do combate a obesidade.

A investigação em torno da gordura castanha tem estado em alta ebulição desde a sua identificação em adultos no ano 2009 – até aí pensava-se que esta gordura existia apenas nos bebés, para manterem a temperatura corporal.

O coordenador da investigação, Bruce Spiegelman, do instituto Dana Faber Cancer, aponta como principal fonte de ativação destas células a hormona irisina. Esta hormona, diz o investigador, consegue transformar parte da “gordura má” em “gordura boa”. Esta hormona é libertada durante a prática de exercício físico e, à medida que a sua presença aumenta, vai ajudando o corpo a queimar mais calorias.

No artigo da Cell, Spiegelman defende que esta molécula – irisina – é a chave para conseguir estimular a gordura branca a produzir gordura bege (cujos precursores estarão, de forma latente, no interior dos depósitos de lípidos).

Clique AQUI para consultar o estudo publicado na Cell.

[Notícia sugerida por Anabela Figueiredo]

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