Ciência

Criado vinho que diminui os sintomas da ressaca

Uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, anunciou, esta semana, a descoberta de uma receita para o fabrico de um vinho que evita os sintomas da ressaca e que tem mais valor em termos nutritivos.
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Uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, anunciou, esta semana, a descoberta de uma receita para o fabrico de um vinho que evita os sintomas da ressaca e que tem mais valor em termos nutritivos.

O truque é alterar o ADN da levedura que entra na fermentação maloláctica. Os investigadores usaram a enzima Cas9  para 'cortar' o ADN, modificando as estirpes de levedura.

A equipa descobriu ainda que os fabricantes de vinho podem clonar a enzima para melhorar a fermentação maloláctica, processo que ajuda a tornar o vinho mais suave, explica a equipa num comunicado da universidade.

Esta fermentação, acrescentam, permite reforçar os antioxidantes do vinho, como o resveratrol, sem prejudicar a sua qualidade. A equipa de investigação sublinha que, assim, ficam reforçados os benefícios que o vinho traz à saúde, como por exemplo ao coração.

Esta pesquisa descobriu também, que desta forma, se pode melhorar os valores nutritivos dos alimentos feitos com recurso à fermentação, como é o caso da cerveja, pão e pickles.

“O vinho contém o componente resveratrol. Com a levedura alterada podemos melhorar a quantidade de resveratrol numa variedade de vinho, em dez ou mais vezes. Mas também podemos introduzir compostos bioativos de outros alimentos, como o ginseng”, explicou o professor Yong-Su Jin, líder da investigação, citado pelo mesmo comunicado.

A equipa salienta que esta transformação pode tornar os organismos geneticamente modificados (OGM) “menos censuráveis”, pode ler-se no mesmo comunicado.

O documento acrescenta ainda que “no passado, os cientistas tiveram de usar marcadores antibióticos para indicar o local da alteração genética no organismo, e muitas pessoas censuraram a sua utilização em alimentos, devido ao perigo de desenvolver uma resistência aos antibióticos”, explicou Yong-Su.

Com este 'corte' no genoma, que é feito de uma forma “precisa e eficiente”, deixa de ser necessário usar marcadores antibióticos para a confirmação de eventos genéticos, salienta o professor.

Notícia sugerida por Vítor Fernandes

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