Saúde

Cientistas criam em laboratório músculo que se regenera

Cientistas da Universidade Duke (EUA) criaram em laboratório um músculo capaz de se contrair e descontrair, tal como os músculos "verdadeiros". O tecido foi implantado em ratinhos e demonstrou a sua capacidade de se regenerar.
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Cientistas da Universidade Duke (EUA) criaram em laboratório um músculo capaz de se contrair e descontrair, tal como os músculos ‘verdadeiros’. O tecido foi implantado em ratinhos e demonstrou a sua capacidade de se regenerar. 
 
“É a primeira vez que um músculo criado em laboratório demostra uma capacidade de contração idêntica à dos músculos dos seres vivos. Isto representa um enorme avanço na área” da biomedicina, diz em comunicado o professor Nenad Bursac, autor principal da investigação. 
 
O estudo conduzido pela Universidade Duke pode representar um importante passo no tratamento de doenças musculares degenerativas e de lesões. Os resultados da investigação foram publicados, em Março, no jornal “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 
Após muitos anos de pesquisa, a equipa liderada pelo bioengenheiro Nenad Bursac descobriu que o segredo para criar músculos eficazes em laboratório exige duas coisas – fibras musculares com boa capacidade de contração e células estaminais musculares (conhecidas como células satélite).
 
Quando são saudáveis, os músculos animais possuem uma série de células satélites armazenadas, que são ativadas sempre que há uma lesão de maneira a dar início ao processo de regeneração. A equipa conseguiu adicionar esta capacidade ao seu músculo de laboratório, ao criar nichos onde estas células aguardam ‘a sua vez’ de entrar em ação.
 
Para provar a capacidade regeneradora do seu músculo, a equipa provocou, no tecido criado em laboratório, pequenas lesões e verificou que as células, localizadas em nichos criados especificamente para esse efeito, multiplicavam-se regenerando, com sucesso, o músculo e as veias que alimentam o tecido.

A capacidade de contração foi testada através de pequenos impulsos elétricos demonstrando que este músculo tem 10 vezes mais força do que os músculos criados, até hoje, em laboratório.

Além dos testes em laboratório, o músculo foi também testado, durante duas semanas, em ratinhos, confirmando-se a sua eficácia em seres vivos. O próximo passo da equipa, nos próximos anos, será verificar se este músculo pode ser usado para curar doenças e lesões no corpo humano. 


Clique AQUI para saber mais sobre esta investigação no site da universidade.

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