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China dá as boas-vindas ao Ano do Coelho

Milhões de pessoas na China celebram esta quinta-feira a entrada no Ano Novo Lunar chinês, o ano do Coelho, que representa tempos mais calmos depois dos últimos rugidos do Tigre, que dominou o ano lunar que chega ao fim.

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[Fotografia: © Xinhua/Chen Xiaogen]

Milhões de pessoas na China celebram esta quinta-feira a entrada no Ano Novo Lunar chinês, o ano do Coelho, que representa tempos mais calmos depois dos últimos rugidos do Tigre, que dominou o ano lunar que chega ao fim.

No zodíaco chinês, o coelho ocupa a quarta posição, está estreitamente ligado à lua e simboliza felicidade e sorte. Na tradição chinesa cada ano é dedicado a um dos 12 animais que responderam ao apelo de Buda: rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e porco.

Também as ruas de Macau estão decoradas de vermelho e dourado, as cores dominantes por significarem prosperidade. As ruas estão cheias de turistas, a maioria oriunda do continente chinês, que aproveitam para fazer férias.

Estima-se que nesta altura do ano viajem cerca de 230 milhões de pessoas, representando a maior migração humana anual do mundo.

O coelho, arisco, dócil e avesso a riscos, conforme escreve a Lusa, avista-se em todos os cantos de Macau, chegando a “emprestar” as orelhas a alguns transeuntes que fazem questão de desfilar pelas ruas vestidos a rigor para receber o rei do Ano Novo.

Nestes dias oferecem-se “lai sis” (pequenos envelopes vermelhos com dinheiro) aos solteiros e crianças com a perspetiva de verem aumentada a riqueza pessoal. Rebentam-se panchões – cartuchos de pólvora – pela noite fora e joga-se muito nos casinos da capital mundial do jogo.

O Governo chinês costuma flexibilizar nesta altura do ano a concessão de vistos para a entrada em Macau e abre também as portas dos casinos aos funcionários públicos, proibidos de jogar no resto do ano, tudo em respeito pela tradição que manda procurar a sorte e a prosperidade e a que nenhum chinês pode ficar indiferente.

Entre tradições, superstições ou pura curiosidade, a população de Macau, chinesa, portuguesa e de outras comunidades, associa-se à festa e cumpre rituais.

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