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Catarina Pais é a primeira portuguesa a vencer o Henry Ford Prize

Melhor aluno do MBA do Insead
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Além da gestora, com 29 anos, só outros quatro portugueses venceram este prémio, entre os quais António Horta Osório, presidente do Conselho de Administração do Lloyds Bank, e Miguel Bragança, administrador do BCP.

Catarina Pais foi a primeira mulher portuguesa a vencer o Henry Ford Prize, atribuído ao melhor aluno do MBA do Insead, considerado o segundo melhor a nível mundial de acordo com o jornal britânico Financial Times.

A gestora portuguesa de 29 anos, licenciada em Economia pela Universidade Católica, diz ter sido surpreendida pela distinção, entre mais de 500 alunos das mais variadas nacionalidades. “Não tinha preparado nenhum discurso, porque não fazia ideia que ia receber o prémio”, afirma a gestora.

Para Catarina Pais, a atribuição deste prémio “é uma honra e prova que os portugueses são excelentes naquilo que fazem. Todos os meus colegas portugueses eram ótimos.”

A par de Catarina Pais, que ganhou o prémio ex aequo com um aluno alemão, apenas outros quatro portugueses receberam esta distinção:

– António Horta Osório (1991), presidente do Conselho de Administração do Lloyds Bank

– Miguel Bragança (1993), administrador do BCP

– Joaquim Goes (1994), ex-administrador executivo do BES e administrador executivo na Oxy Capital

– André Almeida (2004), senior vice-president da Deutsche Telekom

Segundo a gestora, este MBA que terminou em dezembro de 2017, no culminar de um ano de trabalho, exige muita dedicação, já que “condensa num ano aquilo que outros fazem em dois”. Catarina Pais não considera, no entanto, que esta distinção, lhe coloque pressão extra, nem mesmo por ser uma área tradicionalmente masculina. “Na minha profissão há sempre alguma pressão. Eu sempre procurei ter brio no que faço, e consegui entrar e fazer o MBA, por isso vencer o prémio acaba por ser fruto de todo o trabalho que realizei”, admite.

Esta não foi a primeira distinção académica da gestora. Catarina Pais já tinha sido considerada a melhor aluna do mestrado de Gestão com especialização em Finanças na Universidade Católica (onde chegou a dar aulas ao segundo ano da licenciatura) e também a segunda melhor aluna de Mestrado na École Supérieure de Commerce de Paris, entre mais de 800 alunos.

Depois de um ano em França, regressou a Portugal para integrar a A.T. Kearney, uma consultora americana, em Lisboa, onde chegou a senior business analyst. Ao fim de três anos, foi convidada a juntar-se à equipa da Oxy Capital, empresa de gestão de fundos de capital de risco. Começou como analista sénior e chegou a associada, tornando-se administradora não executiva da primeira empresa quando tinha apenas 25 anos. Nessa altura, decidiu fazer o MBA porque, diz, “o meu trabalho estava muito centrado em Portugal e as transações a nível nacional não são tão grandes como lá fora e eu queria ter uma perspetiva mais internacional e poder fazer transações maiores.”

Escolheu o Insead por ter sido considerado pelo Financial Times como o melhor MBA do mundo tanto em 2016, como em 2017. Atualmente, é considerado o segundo melhor do mundo. Quando Catarina Pais recebeu a notícia de que tinha sido uma dos 500 alunos selecionados, despediu-se da Oxy Capital e candidatou-se posteriormente a dois bancos de investimento. Teve ofertas de ambos, mas escolheu a Goldman Sachs. “Considero a Goldman como um dos melhores bancos de investimento para se trabalhar”, diz Catarina Pais.

No final de dois meses de trabalho que diz terem sido “muito intensos”, foi convidada a integrar a equipa do banco no final do MBA. Assim, em junho, a gestora vai regressar à Goldman Sachs, em Londres.

Apesar da ambição e empenho profissional, a gestora não descura a ideia de constituir família e acredita que irá conseguir conciliar a vida profissional com a dedicação aos filhos que espera vir a ter.

Sempre com uma perspetiva internacional, Catarina Pais não quer perder o vínculo a Portugal. “Espero com estas experiências internacionais me ajudem a crescer como pessoa e como profissional e que me permitam vir a ser útil para o meu país, enquanto gestora e cidadã.”

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