Ambiente

Casca de banana capaz de despoluir águas

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A casca de banana é capaz de despoluir águas contaminadas por metais pesados. A descoberta foi feita por uma química brasileira, especialista no tratamento de águas residuais, que assegura que a utilização da casca de banana não só evita o desperdício de alimentos, como é uma opção viável e barata para a indústria.

Milena Boniolo, que dedicou a sua tese de mestrado a este assunto, disse ao Planeta Sustentável como se processa a descontaminação. “A banana deverá ser exposta ao sol por alguns dias e, em seguida, triturada e peneirada. O pó obtido é colocado na água e vai atrair para si os metais pesados”, explicou.

De acordo com a investigadora paulista, esta capacidade da casca de banana de atrair os metais deve-se a algo que já faz parte do senso comum: a noção de que os opostos se atraem. Isto é, uma vez que a casca deste fruto “possui moléculas de carga negativa”, elas vão atrair para si substâncias com carga positiva, como os metais pesados.

Apenas 5 mg de pó de banana são suficientes para despoluir 100 ml de água, embora seja necessário repetir o processo para conseguir uma limpeza total. Os testes feitos em laboratório pela pesquisadora mostraram que, se o procedimento for posto em prática uma única vez, a casca de banana apenas absorverá cerca de 65% dos elementos poluentes.

Os estudos de Milena Boniolo focaram-se no urânio, mas a casca de banana tem também potencialidade para atrair outros metais prejudiciais à saúde humana e ao ambiente como o níquel, o chumbo e o cádmio. Além disso, poderá ser reutilizada várias vezes.

O objetivo não é “tratar a água para deixá-la boa para consumo, mas sim ajudar as indústrias a descontaminar o recurso que poluem, antes de devolvê-lo ao meio ambiente, a partir de uma alternativa de baixo custo, conforme destacou a investigadora à publicação brasileira.

Até ao momento, a técnica de Boniolo ainda não foi aplicada fora do laboratório. Segundo a especialista, “o que falta para aplicá-la em grande escala é uma empresa nova disposta a implantar o processo, que dura cerca de dois anos, do início”, acrescentando que todas as indústrias que a procuraram “já poluem a água e, portanto, começar por elas é inviável, dado que são casos extremos e urgentes”.

[Notícia sugerida por Vítor Fernandes]

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