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Carta com 500 anos refere Dia dos Namorados

A British Library tem em exposição uma carta do século XV, onde é feita a primeira referência escrita, em língua inglesa, à expressão "valentine" (amado, em português), nome que corresponde ao santo em que se inspira a celebração do Dia dos Namorados
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[Fotografia: © BBC]

A British Library tem em exposição uma carta do século XV, onde é feita a primeira referência escrita, em língua inglesa, à expressão “valentine” (amado, em português), nome que corresponde ao santo em que se inspira a celebração do Dia dos Namorados.

Dirigindo-se a John como “meu querido amado”, na carta que escreveu em 1477, Margery prometeu vir a ser uma boa esposa caso ele retribuísse o seu amor, reporta a BBC.

“Uma das maravilhas desta carta em particular é o facto de ter um cariz tão íntimo”, refere Helen Castor, historiadora da Universidade de Cambridge, acrescentando que o documento “oferece-nos uma perspetiva privilegiada sobre a relação amorosa destes jovens”.

Segundo consta, a declaração de amor teve o seu efeito: mesmo sem a benção do seu pai, Margery viria a casar com John. Tiveram um filho, em 1479, chamado William.

Graças à página da Internet MyHeritage.com, foi possível identificar e localizar a 16ª e 17ª gerações de descendentes do casal, que agora viram a carta dos seus antepassados pela primeira vez.

A carta possui um grande valor, já que a maioria dos documentos da Idade Média preservados até aos dias de hoje correspondem a registos legais e governamentais, títulos de propriedade e dados financeiros. Poucas são as cartas pessoais que sobreviveram ao passar do tempo, e muito menos são aquelas assinadas por mulheres.

O curador da British Library, Julian Harrison, chama à atenção para o facto de esta carta mostrar que, afinal, “o grau de literacia na Idade Média poderia ser mais elevado do que se julga”. É que apesar de Margery se ter limitado a ditar o conteúdo da carta, como sugerem os especialistas, isso não significa que ela fosse analfabeta: “Significa, antes, que ela tinha posses para contratar alguém que escrevesse por ela”.

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