Saúde

Cancro: Fármaco poderá vir a substituir quimioterapia

Um novo medicamento poderá vir a substituir o tratamento com quimioterapia em casos de cancro de mama. O anúncio foi feito pelo presidente da divisão latino-americana da farmacêutica Roche, responsável pelo fármaco.
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Um novo medicamento poderá vir a substituir o tratamento com quimioterapia em casos de cancro da mama. O anúncio foi feito recentemente pelo presidente da divisão latino-americana da farmacêutica Roche, responsável pelo desenvolvimento do fármaco em questão.
 
Durante um fórum de saúde realizado na cidade brasileira do Rio de Janeiro, Jörg-Michael Rupp afirmou que o medicamento, o T-DM1, permitiu reduzir o tamanho dos tumores e aumentar a esperança de vida das pacientes que apresentavam o tipo de cancro da mama mais agressivo em estado avançado.
 
“O remédio ataca diretamente a célula cancerígena e mata-a, por isso seria desnecessário o uso de quimioterapia, o que evitaria efeitos colaterais como a perda de cabelo”, explicou Rupp durante o evento, citado pela agência EFE. 
 
Embora os testes preliminares tenham sido feitos num momento adiantado da doença, o presidente mostrou-se otimista quanto à possibilidade de o medicamento também ser eficaz nas fases iniciais e, inclusive, noutros tipos de cancro. “Se o fármaco funciona numa fase avançada, há uma possibilidade maior de ser eficaz nas primeiras fases”, apontou.
 
De acordo com o responsável, a combinação do T-DM1 com outros remédios que já existem no mercado gerou “melhores resultados” que os tratamentos tradicionais, como as sessões de quimioterapia. 
 
Jörg-Michael Rupp estimou ainda que os testes clínicos possam demorar cerca de três a quatro anos a ter início e preferiu não falar na possibilidade de introduzir o T-DM1 no mercado, uma vez que tal medida necessitará sempre da aprovação das autoridades reguladoras de cada país. 
 
Os detalhes concretos dos testes efetuados pela Roche, que se referem apenas a mulheres que já tinham sido submetidas a outros tratamentos oncológicos, vão ser divulgados no próximo Congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO), que terá lugar em Chicago, nos EUA, e está marcado para o início de Junho.
 

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