Saúde

Cães detetam crises de diabetes através do olfato

Existem cães treinados para cheirar e prevenir os diabetes. Um novo estudo da Universidade de Cambridge explica situação: há no hálito humano um químico chamado isopreno ao qual os cães são sensíveis.
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Desde 1999 que há diabéticos a usar cães treinados para prevenir crises de hipoglicemia (falta de açúcar no sangue). Estes caninos conseguem cheirar alterações nos níveis de glicose na respiração dos donos e alertá-los da situação. Um novo estudo da Universidade de Cambridge explica o fenómeno: existe no hálito humano um químico chamado isopreno ao qual os cães são sensíveis.

O primeiro cão guia para diabéticos chamava-se Armstrong e o seu dono, Mark Ruefenacht, só descobriu as capacidades do seu companheiro quando, durante uma viagem de negócios, o seu nível de açúcar no sangue desceu para níveis extremamente perigosos. Armstrong apercebeu-se do problema e alertou o dono antes que este ficasse incapacitado.

Após a experiência, Mark começou um projeto de investigação que acabou por se transformar em Dogs for Diabetics, uma organização de pesquisa e treino que oferece cães-guia treinados a diabéticos.

Este mês, o fenómeno foi finalmente explicado através de um novo estudo publicado no jornal 'Diabetes Care'. A investigação foi realizada por Claire Pesterfield, enfermeira pediátrica especializada em diabetes do Hospital de Addenbrooke, ligado à Universidade de Cambridge.

Claire concluiu que existe uma substância química no hálito das pessoas, o isopreno, cujo nível aumenta significativamente quando o nível de açúcar no sangue baixa, chegando em alguns casos a duplicar.

"O isopreno é um dos químicos naturais mais comuns na respiração humana, mas sabemos surpreendentemente pouco sobre donde vem", explica em comunicado de imprensa Mark Evans, Consultor Médico Honorário no Hospital de Addenbrooke. "Nós suspeitamos que é um subproduto da produção de colesterol, mas não é claro porque é que os níveis deste sobem quando o nível de açúcar no sangue baixa", acrescenta.

"Os seres humanos não são sensíveis à presença de isopreno, mas os cães, com o seu olfato incrível, identificam-no facilmente e podem ser treinados para alertar os donos quando os níveis de açúcar no sangue baixam. Este 'odor' pode ajudar-nos a desenvolver novos testes para a deteção de hipoglicemia e reduzir o risco de complicações potencialmente fatais para os diabéticos”, acrescenta.

“A nossa visão é criar um novo tipo de teste que pode substituir o teste atual da picada no dedo, que é inconveniente e doloroso para os pacientes, e relativamente caro de administrar”, diz o Dr. Evans.

Notícia sugerida por Elsa Martins.

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