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Bussaco oferece dez mil árvores para reflorestar Caramulo

Fundação e empresa de plantas ajuda a reabilitar zonas consumidas pelas chamas de 15 de outubro
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por redação

A Fundação Mata do Bussaco (FMB) e a empresa Anadiplanta ofereceram, hoje, dez mil árvores para reflorestar as áreas públicas ardidas, no passado dia 15 de outubro, na serra do Caramulo.
Numa cerimónia decorrida na Mata Nacional do Bussaco, que contou com as presenças do presidente da Câmara de Tondela, vice-presidente do Município de Vouzela, presidente e secretário executivo da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões e do presidente do Clube Desportivo de Tondela, o presidente da FMB, António Gravato, explicou o motivo da oferta: “não podíamos ficar de braços cruzados e indiferentes às consequências de um incêndio tão devastador, que só no concelho e Tondela consumiu uma área florestal próxima dos 180 quilómetros quadrados, ou seja, 18 mil hectares. Uma tragédia que neste mesmo município provocou prejuízos (habitações, infraestruturas municipais, indústria, comércio e serviços) que devem rondar os 30 milhões de euros, a que acrescem os prejuízos ainda não contabilizados na floresta e junto dos pequenos agricultores, que perderam alfaias, anexos ou explorações agrícolas”.
“A FMB, com a preciosa colaboração do nosso parceiro Anadiplanta, entendeu que devia dar o seu contributo, por uma boa causa, e, por isso, colocou à disposição dos municípios da serra do Caramulo árvores certificadas, de diversa espécie, provenientes da Mata Nacional do Bussaco”, explicou António Gravato.
José António Jesus, presidente da Câmara Municipal de Tondela, elogia este gesto benemérito e exorta outras instituições a “alimentarem raízes solidárias”.
O vice-presidente da Câmara de Vouzela, Carlos Lobo, vê nesta atitude da Fundação Mata do Bussaco “um excelente exemplo de como a união também se planta”.
Gilberto Coimbra, presidente do Clube Desportivo de Tondela, que irá participar ativamente, com os seus jogadores, equipa técnica e direção, na reflorestação das zonas ardidas, explica o empenhamento do clube nesta iniciativa: “tal como no futebol, que urge ‘reflorestar’, também o território ardido carece de intervenção imediata. E esta ideia que nos foi lançada de juntar o futebol à terra foi desde logo bem acolhida por nós, porque acreditamos que são ações destas que tornam o mundo melhor e o planeta mais verde”.
Rogério Mota Abrantes e Nuno Martinho, respetivamente, presidente e secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, entendem que só “juntos venceremos”, razão pela qual enaltecem a ideia desta união de esforços para recolocar o verde nos terrenos do Caramulo consumidos pelos incêndios de 15 de outubro.
Para além destas dez mil árvores, que foram criadas nos viveiros da Anadiplanta, mas cujas sementes são provenientes da Mata Nacional do Bussaco, o sócio-gerente da Anadiplanta, Agostinho Veiga Duarte, vai disponibilizar mais dez mil para reflorestar a Mata Nacional do Bussaco e facultar, nos próximos três anos, outras 30 mil. “Temos de ajudar. Temos de ser solidários e, ante as tragédias, não podemos enterrar a cabeça na areia à espera que os problemas se resolvam sem o contributo de quem felizmente não passou pelas desgraças”, afirmou o empresário.

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