Ambiente

Baleia-azul: Fóssil de 2 mil anos pode evitar extinção

Um crânio fossilizado de uma baleia-azul com quase 2 mil anos poderá ajudar a evitar a extinção desta espécie ameaçada. Os vestígios descobertos em São Paulo, no Brasil, vão agora ser alvo de um estudo científico para compreender melhor esta espécie.
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Um crânio fossilizado de uma baleia-azul com quase 2 mil anos poderá ajudar a evitar a extinção desta espécie ameaçada. Os vestígios foram descobertos ao largo da costa litoral de São Paulo, no Brasil, e vão agora ser alvo de um estudo científico para compreender qual a evolução da espécie e de que forma se pode impedir o seu desaparecimento.

A existência de vestígios de bula timpânica (uma porção do ouvido interno dos mamíferos que contém terminais nervosos responsáveis pela audição) e de ossos da coluna vertebral poderá ajudar os investigadores a caracterizar melhor esta espécie e as suas principais ameças.

Francisco Buchmann, coordenador do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), salientou a importância desta descoberta para a proteção de uma espécie que se reproduz, em média, de 20 em 20 anos e que tem apenas entre 100 e 200 espécimes em todo o mundo.

“Normalmente, diz-se que a população de baleias-azul está em crescimento, mas com esta descoberta vai ser possível provar com certaza que sim ou que não”, explicou o professor no site oficial da Unesp.
 

Duas amostras extraídas do fóssil foram enviadas para o laboratório norte-americano Beta Analytic, o maior especialista do mundo em datação por meio do carbono 14, para confirmar a idade dos vestígios.
 
Francisco Buchmann referiu que, a princípio, a equipa julgou que o fóssil teria seis mil anos, tendo em conta a “grande variação do nível do mar” na zona onde foi encontrado.
 
Análises posteriores deram a compreender ao investigador da universidade paulista que, na verdade, a fossilização do esqueleto tinha ocorrido há cerca de 2 mil anos atrás, “em virtude de um grande evento natural, como por exemplo uma tempestade”.

A baleia-azul terá encalhado numa praia antiga e, com o passar do tempo, ficou soterrada pelas areias, dando “início ao processo de fossilização em ambiente saturado de água doce”. Com a variação da linha da costa e a erosão costeira, o crânio ficou exposto na praia do Leste, em São Paulo.
 
[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes]

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