Mundo

Arábia Saudita suspende vergastadas a jornalista

O bloguer saudita Raif Badawi, detido por ofensas ao Islão, não foi chicoteado na passada sexta-feira como estava previsto. O jovem jornalista foi condenado a 1.000 chicotadas, num caso que está a comover a comunidade internacional.
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Nas últimas semanas, o bloguer saudita Raif Badawi, detido por ofensas ao Islão, não foi chicoteado como estava previsto. O jovem jornalista está preso e foi condenado a 1.000 chicotadas, num caso que está a comover a comunidade internacional e que já deu origem a petições com milhares de assinaturas.
 
A petição promovida pela Aministia Internacional já recolheu, só em Portugal, mais de 15 mil assinaturas. Badawi foi detido em 2012 e condenado a 10 anos de prisão e a 1000 vergastadas sob acusação de insultar o Islão nas discussões que promovia no seu blogue.
 
No dia 09 de Janeiro, o jornalista recebeu as primeiras chicotadas. O momento foi registado em vídeo e percorreu o mundo. 
 
Entretanto, as pressões da comunidade internacional parecem ter surtido efeito. A Amnistia Internacional confirmou que, nas últimas sextas-feiras de Janeiro, Raif Badawi não foi flagelado, com as autoridade a alegarem motivos médicos, embora, segundo a Aministia, os verdadeiros motivos deste adiamento permanecem por esclarecer.
 
Entretanto, o novo rei daquele país árabe, Salman, anunciou a libertação de uma mulher que, juntamente com Badawi, fundou o polémico fórum de discussão online. Souad al-Shammari estava presa há 90 dias num estabelecimento para mulheres localizado em Jeddah, na Arábia Saudita.
 
A amnistia a alguns prisioneiros acusados de ofensas ao Islão ifoi emitida na quinta-feira passada pelo novo rei saudita, que tomou posse no final de Janeiro sucedendo ao rei Abdullah, e abrangeu vários reclusos, embora não haja informação de que Badawi tenha sido perdoado.
 
Está também a circular, em vários sites da imprensa internacional, a informação de que Basai terá sido nomeado para o premio Nobel da paz.
 
Elham Manea, porta-voz da família de Badawi e professora na Universidade de Zurich (Alemanha), anunciou na sua página de Facebook e no Twitter esta informação. Contudo, esta nomeação ainda não está confirmada oficialmente.

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