Negócios e Empreendorismo

Aposta portuguesa recupera ‘vegetais esquecidos’

Para recuperar aqueles vegetais que, com o tempo, acabaram por cair no esquecimento, um português decidiu deitar 'mãos à obra' para fazer germinar uma empresa de distribuição de produtos como o chícharo, o serpão, o lódão, a feijoca, o açafor e a cer
Versão para impressão
Para recuperar aqueles vegetais que, com o tempo, acabaram por cair no esquecimento, um português decidiu deitar 'mãos à obra' para fazer germinar uma empresa de distribuição de produtos como o chícharo, o serpão, o lódão, a feijoca, o açaflor e a cereja seca.
 
A ideia surgiu “há uns tempos atrás”, numa pequena aldeia da Beira Baixa, quando o professor interpelou uma habitante local sobre receitas, como tem “a mania de fazer”. A idosa acabou por levá-lo até ao seu quintal para recolher uma “ervinha que se chama serpão”. 
 
“Nunca tinha ouvido falar em tal coisa”, lembra Álvaro Dias à Lusa. “Foi aí que comecei a perceber que havia um nome de sabores que muitas vezes apenas estão nas mãos de pessoas idosas e em risco de esquecimento”.
 
O interesse foi crescendo e Álvaro Dias começou a recolher informação na sua terra natal — Açores -, na Beira Baixa e no Norte sobre um “conjunto de sabores” que eram desconhecidos das pessoas sem ligações a essas zonas.
 
Seguiram-se pesquisas sobre os produtos, as suas aplicações, eventuais fornecedores, bem como estudos de mercado e de embalagens biodegradáveis. Dada a exclusividade deste tipo de produtos, difíceis de conseguir encontrar para vender, e o facto de serem produzidos artesenalmente, o empresário diz tratar-se de um nicho 'gourmet'.
 
Neste primeiro ano a comercialização acontece apenas no mercado nacional, a pensar naqueles sem raízes nas áreas onde se cultivam e que desconhecem este tipo de vegetais. A venda destes produtos visa também os profissionais da cozinha, por forma a chegar a uma área “muito exigente, por procurar novos sabores e novas texturas”.
 
Os produtos vão estar disponíveis em duas embalagens e com preços a rondar os cinco e os nove euros. “O que me custou mais foi arranjar o nome da marca”, refere. “Queria um nome que fosse curto mas que também desse para os mercados internacionais”. Depois de nove meses, Álvaro Dias escolheu a designação 'Otoctone', empresa que vai ser apresentada na quarta-feira, em Lisboa, na Loja dos Açores.
 
A empresa tem sede em Angra do Heroísmo, obrigou a um investimento de 25.000 euros e dá emprego a quatro pessoas. Nos próximos seis a oito meses prevê um investimento de 80.000 euros.

Comentários

comentários

PUB

Live Facebook

Correio do Leitor

Subscreva a nossa Newsletter!

Receba notícias atualizadas no seu email!
* obrigatório

Pub

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saiba mais aqui.

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close