Ciência

Alunas lusas estudam redução de efeitos da quimio

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Há quem diga que a sabedoria vem do povo e foi esse o ponto de partida de três estudantes de Arouca que descobriram uma planta que reduz os efeitos tóxicos da quimioterapia. As portuguesas vão representar o país no Concurso Europeu de Jovens Cientistas em Helsínquia, na sexta-feira, e não são a única presença lusa.

Ao seu lado destas três estudantes vai estar uma equipa de biologia de Torres Vedras que descobriu propriedades benéficas para a saúde no mel. No total, são 87 os trabalhos de investigação de 134 alunos que a 23ª Final Europeia do Concurso Europeu para Jovens Cientistas vai acolher.

Ana Rita Sousa Rocha, Cecília Almeida Moreira e Vânia Patrícia Pinto Rocha, as autoras da investigação de ciências médicas, completaram o estudo sobre a Agrimonia, uma planta usada na região, quando ainda estavam no secundário e entraram este ano no ensino superior

A investigação que levaram a cabo começou com um inquérito junto da população local, do qual concluíram que várias pessoas usavam a planta Agrimonia porque diziam ter efeitos anticancerígenos. A planta era usada como antissético, anti-inflamatório, diurético, hipoglicémico, antidiarreico e no tratamento do cancro e de inflamações das vias urinárias e da próstata, conta a Lusa.

Partindo desses resultados, as ex-estudantes da escola secundária de Arouca fizeram a comparação da atividade antibacteriana, antioxidante e antimutagénica de infusões de Agrimonia eupatoria L.

“Percebemos que a planta reduz a toxicidade de drogas usadas na quimioterapia. Agora precisamos saber se esta planta defende as células saudáveis ou se impede a ação tumoral”, explicou Cecília Moreira, que entrou no curso de Medicina do Instituto Abel Salazar.

“O estudo abre uma porta para o futuro”, disse a investigadora à Agência Lusa. O trabalho prossegue agora na Universidade Nova de Lisboa.

Mel faz mesmo bem à saúde

Em maio deste ano o estudo da Agrimonia ganhou o 1º Prémio do Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores promovido pela Fundação da Juventude. Em 2º lugar ficaram três estudantes de Torres Vedras que partiram igualmente das vozes do povo para descobrirem propriedades antioxidantes no mel caseiro.

“M.S.I.: Mel Sob Investigação” é o nome do projeto que também vai falar português na Helsínquia  Em declarações à Lusa, Beatriz Esteves, de 18 anos, explicou que a ideia surgiu porque “todas as pessoas diziam que o mel fazia bem à saúde mas não estava cientificamente explicado”.

Juntamente com Daniel José Roque dos Santos e Marisa Alves Paulino decidiu procurar a razão. Apoiados pelo Externato de Penafirme, em Torres Vedras, pela Universidade de Coimbra e pelo ISEL, descobriram que, especialmente o mel caseiro “apresenta capacidades antioxidante e antimicrobianas benéficas para a saúde”.

O concurso europeu distingue os melhores projetos científicos apresentados por jovens estudantes entre os 15 e os 20 anos. Os prémios monetários variam entre os 7500 e os 2500 euros.

[Notícia sugerida por Gonçalo Pereira]

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