Saúde

VIH: Gel vaginal reduz risco de contágio

Um gel vaginal com uma pequena percentagem do antirretroviral Tenofovir pode reduzir em 54 por cento o risco de contaminação com o vírus da sida entre mulheres com parceiros infetados, segundo revela um estudo divulgado no congresso internacional sob
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Um gel vaginal com uma pequena percentagem do antirretroviral Tenofovir pode reduzir em 54 por cento o risco de contaminação com o vírus da sida entre mulheres com parceiros infetados, segundo revela um estudo divulgado no congresso internacional sobre a Sida que decorre em Viena, na Áustria.

O estudo, iniciado há três anos por uma equipa de investigadores sul-africanos, é o primeiro medicamento ativo a ser testado com sucesso e eficácia contra o VIH.

A pesquisa foi publicada na revista Science e abrangeu 898 mulheres sul-africanas seronegativas entre os 18 e os 40 anos. Cerca de 445 experimentaram o gel com Tenofovir 12 horas antes da relação sexual. Os resultados revelaram que a incidência do VIH diminuiu em 54 por cento entre as mulheres que usaram escrupulosamente, durante um ano, o gel microbicida.

Para os autores do estudo, este gel pode ser “importante na prevenção” da infeção com o vírus da Sida, especialmente entre as mulheres com parceiros sexuais que se recusam a usar preservativos ou sejam poligâmicos.

Os cientistas constataram também uma redução da incidência de herpes genital entre as mulheres que utilizaram este gel.

A médica Maria José Campos, da associação Abraço, ouvida pela Lusa sustentou que o gel microbicida pode ser um método de prevenção “eficaz”. Contudo, ressalvou, terão de ser feitos mais testes para se comprovarem os resultados, antes de ser feito o pedido de comercialização.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, realçou a importância da eficácia comprovada deste gel.

“Todos os novos avanços na prevenção do HIV, particularmente para as mulheres, são positivos. Esperamos com impaciência ver estes resultados confirmados. Uma vez que se estabeleça que é seguro e eficaz, a OMS trabalhará com os países e os associados para acelerar o acesso a esse produto”, garantiu em comunicado.

As mulheres representam 60 por cento das pessoas contaminadas com o VIH em África, onde se registam 70 por cento dos casos de contágio contabilizados em todo o mundo.

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