Ciência

Trocas de olhares fazem subir temperatura corporal

A mera interação visual entre duas pessoas do sexo oposto pode causar um considerável aumento da temperatura do rosto das mulheres e dar-lhe um "brilho" especial.
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A mera interação visual entre duas pessoas do sexo oposto pode causar um considerável aumento da temperatura do rosto das mulheres e dar-lhe um “brilho” especial. A conclusão é de um estudo britânico que utilizou técnicas de imagens térmicas para detetar as alterações percetíveis nas mulheres heterossexuais durante encontros com outras pessoas.
 
Os cientistas da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, afirmam que os resultados da investigação podem ser benéficos para outras áreas, já que a mesma técnica poderá ser usada no futuro para situações como a medição de níveis de “stress” e a deteção de mentiras.
 
Uma das principais autoras do estudo, Amanda Hahn, disse à BBC que a equipa mediu a temperatura da pele na mão, no braço, no rosto e nos seios das mulheres que interagiram, de forma breve e casual, com homens que não conheciam. Os investigadores observaram um aumento muito significativo da temperatura, em especial no rosto, o que não acontecia aquando das interações com outras mulheres.
 
“Esta mudança térmica ocorreu em resposta a uma interação social simples, sem qualquer mudança de experiência emocional ou de excitação. Com efeito, os nossos participantes não relataram ter sentido desconforto ou constrangimento durante a interação”, explicou a especialista.
 
David Perrett, outro dos investigadores envolvidos nesta análise, adiantou que esta técnica poderá ter muitas outras aplicações, até no que diz respeito à defesa de interesses de um país em questões de segurança nacional.
 
“Estamos apenas a começar a entender os potenciais usos das imagens por temperatura na medicina e elas podem ser muito úteis em assuntos de segurança nacional, área na qual as mudanças de temperatura da pele podem ser usadas como parte de testes de deteção de mentira”, anteviu o especialista.
 
O estudo cujos resultados foram agora dados a conhecer deverá ser publicado até ao final do mês de Junho no jornal Biology Letters. O próximo passo dos investigadores é compreender se essas mudanças no corpo das mulheres são detetadas por outras pessoas e se podem afetar as interações sociais.

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